02/02/2010

Caos, desordem e punk rock: pesadelo em Toronto

O punk canadense tem uma história tão (ou mais) rica e interessante quanto a de suas duas principais crias, dissecadas nos posts anteriores. Mesmo em Vancouver, entre 1977 e 1982, surgiram (e acabaram) dezenas de outros grupos; D.O.A. e Subhumans eram apenas a ponta do iceberg, apesar de todo seu poderio sonoro e ideológico. Mas outras cidades também desenvolveram cenas intensas. Algumas, como Toronto, realmente surpreendentes. A proximidade com New York certamente foi determinante para isso e, não por mera coincidência, há uma forte influência do som de NY e Detroit na maioria das bandas.
O estopim para o surgimento de uma cena punk em Toronto foi um show do Ramones em setembro de 1976. Na plateia daquela apresentação, que teria durado meros 20 minutos, estavam membros fundadores das primeiras bandas locais. A consequência disso - claro, aliada a diversos outros fatores - foi que no verão de 77, Toronto viveu sua "explosão punk", capitaneada por bandas como Diodes, The Viletones, The Curse, The Ugly e Teenage Heads, entre outras. Vou falar um pouco de cada.


THE DIODES - Grupo formado em 76 pelo vocalista Paul Robinson e o baixista Ian Mackay, aos quais se juntou o guitarrista John Catto. Diversos bateristas passaram pelo grupo até a entrada de Mike Lengyell, já no meio de 1978, que se firmou no posto. O Diodes é considerado com o primeiro grupo punk canadense. No entanto, em que pese a atitude, muitos conterrâneos e contemprâneos deles não os consideram exatamente punk, pois desde o início é notável influências de grupos como The Who e Kinks. Daí serem cultuados por "mods revivalistas" do mundo todo. A meu ver, eles começaram como punks e foram determinantes para o surgimento de uma cena em Toronto, mas como conseguiram um contrato com uma grande gravadora, acabaram influenciados pelas "leis de mercado", daí...
A primeira apresentação do Diodes foi realizada apenas em janeiro de 77, quando tocaram com o ainda não tão famoso Talking Heads. E, se não tinham um som "puramente" punk, eles contribuíram de uma forma decisiva para o florescimento de uma cena em Toronto, ao gerenciar o The Crash 'n' Burn, um clube noturno exclusivo para bandas new wave e punk. O local acabou sendo fechado pelo Partido Liberal, que tinha sede no mesmo quarteirão, mas em sua curta existência abriu espaço para o surgimento de várias bandas.
Em 77, lançaram um "split single" com o The Curse, hoje raríssimo, chamado Raw/War. Ainda naquele ano, fizeram os primeiros shows em New York e foram muito elogiados pela crítica. A boa repercursão lhes rendeu um contrato com a CBS, o que fez do Diodes o primeiro grupo punk do Canadá a assinar com uma major. O primeiro LP, chamado simplesmente The Diodes, foi bem recebido por público e imprensa, o que lhes proporcionou uma certa fama nos EUA. No entanto, o disco não captou a energia da banda em suas apresentações ao vivo. Por outro lado, há quem o considere um clássico do que hoje muita gente chama pop-punk, outros de power pop (apesar de no Brasil já ter gente confundindo esse estilo). Claro, que por estarem em um grande selo, o som deles foi bastande dilapidado, mesmo assim, é bem criativo.
Em 79, lançaram o segundo LP, Released, bem mais produzido que o primeiro e com mais acentos pop. Em certas passagens eles lembram bem o Ramones em seus momentos mais alegres e menos densos. É neste LP que está Tired of Waking Up Tired, o maior sucesso da banda. Em 1980, depois de não terem o contrato renovado com a CBS, o Diodes, apenas com Catto e Robinson, mudou-se para a Inglaterra. Lá, juntamente com o baixista Steve Robinson, ex-Barracudas, e o baterista Richard Citroen deram sequência ao trabalho e lançaram o terceiro LP, Action/Reaction, pelo selo Orient, outro ótimo LP, a meu ver, superior a Released, mas que jamais recebeu a devida atenção. Em 82, lançaram Survivors, uma coletânea de sobras de estúdio e gravações raras. Pouco depois desse lançamento, a banda acabou. Na verdade, o que houve foi uma grande mudança de direção o que levou Robinson e Catto a proporem um novo nome para o grupo: High Noon. Dessa forma, estabeleceram-se em Londres e por lá fizeram uma breve carreira até 1985. Diz a lenda que há gravações não lançadas desse período. No final dos anos 90 e depois em 2007, o Diodes se reuniu para algumas apresentações. E "só".


VILETONES - Se o mundo se assustou com o comportamento dos Sex Pistols em Londres, a sorte é que os holofotes não se viraram para Toronto. Os Viletones certamente causariam mais indignação. Um artigo do jornal Record Week descreveu o grupo como "a resposta cultural do Ocidente para Idi Amin Da Da" (para quem não sabe, Idi Amin era presidente de Uganda e tinha manias "estranhas", como comer carne humana e guardar partes dos corpos de seus desafetos em geladeiras....).
Tal afirmação tinha como base o perfil do vocalista que no palco - e fora dele, também - destilava raiva, ódio, violência extrema, autodestruição, escatologia e... simpatia pelo nazismo! Sim, Steven Leckie adotou o pseudônimo "Nazi Dog", usava suásticas e dizia não apenas ser admirador H. Himmler, mas também descendente do número um da SS de Hitler. E orgulhava-se disso. Óbvio que tal comportamento é abominável até mesmo entre os punks. Mas a questão não era ideológica. Steven demorou um pouco a perceber o quanto estava sendo ingênuo ao promover a merda nazista. Sua intenção era causar o máximo de repulsa que pudesse nos mais velhos e incitar a violência em seu público. Conseguiu, claro. Mas já na virada de 77 para 78, depois de assistir ao filme Holocausto, se tocou da besteira e deixou o apelido e a propaganda nazista de lado. Diz a lenda que ele teria sofrido ameaças de morte por parte do serviço secreto israelense, o que facilitou ainda mais a decisão de mudar o discurso...
Nazi Dog era desprezível, mas era também um soco na cara da sociedade canadense e o som do Viletones um chute dolorido no saco da pasmaceira musical que predominava naquele país. Os outros integrantes do grupo eram o guitarrista Freddy Pompeii, o baterista Mike "Motor X" Anderson e o baixista Jackie Death (que ficou pouco tempo, sendo substituído por Chris "Hate" Haight).
O Viletones foi um meteoro destruidor que durou (a formação original) por cerca de dois anos apenas. Nesse período, conseguiram chamar a atenção da imprensa, com vários artigos publicados, inclusive na Europa, sobre a selvageria promovida por eles no palco. Também fizeram uma apresentação no CBGB, ao lado do Diodes, The Curse e do Teenage Head. Em termos de gravações, lançaram dois compactos. O primeiro, Screamin' Fist, saiu em 77, e o segundo, Look Back in Anger, em 78. Pouco depois desse segundo ep, o baixista Sam Ferrara, ex-The Ugly, entrou no grupo e Chris Haight assumiu a segunda guitarra.
Quando o Viletones parecia que ia tomar um rumo, sem muitas explicações, três integrantes originais da banda saíram, deixando Nazi Dog e Sam. Pompeii, Haight e Anderson juntaram-se ao baterista John Hamilton (que tocou com o Dodes em sua fase incial) para formar o The Secrets, com um som menos agressivo. Não virou e ainda deram fim a mais original banda que surgira em Toronto desde a invenção do rock'n'roll.


THE UGLY
- Da mesma estirpe que o Viletones, mas com algumas diferenças: eram melhores musicalmente e piores como pessoas. Não gostavam muito das outras bandas, especialmente do pessoal do Diodes, que eram ligados a uma escola de arte. Os integrantes doUgly eram marginais mesmo, inclusive tiveram muitos problemas porque virava e mexia um deles estava em cana. A banda é, na verdade, de Hamilton, que fica muito próxima a Toronto, mas como não tinha onde tocar em sua cidade natal, acabaram se tornando, por osmose um grupo de Toronto.
O grupo começou por volta do final de 76, depois que o baixista Sam "Ugly" Ferrara e o guitarrista Tony "Torture" Vincent ouviram o primeiro LP do Ramones (sempre eles!) e decidiram mudar o estilo de som que faziam (eles tocavam numa banda chamada The Markeys, que fazia covers do Yardbirds, The Who, Stones e outros). Na reformulação, recrutaram Mike "Nightmare" Mulhoney para o vocal e dispensaram o baterista Brian Vadders, pois ele não quis cortar o cabelo estilo hiponga! No lugar dele, entrou o irmão de Mike, Ray "Gunner".
Como muitas bandas punks daquele tempo, o Ugly poderia fazer um som mais trabalhado, mas optaram pelo mais agressivo que podiam. Outro fato curioso é que por acharem que alguns grupos punks eram muito "sofisticados" (e também pelo fato que muitos integrantes das outras bandas serem alunos de uma escola de arte), costumavam dizer que não tocavam punk rock, mas sim "hoodlum rock", algo como "rock de bandido".
Assim como o Viletones, a natureza desencanada e anárquica (não na acepção política do termo) do Ugly não permitiu que eles tivessem um futuro no cenário musical. Também passaram como um meteoro e a formação original se desmantelou em 78. Mike reformou a banda e chegou a lançar um single (Stranded In The Laneway (of love) / To Have Some Fun), bem mais para o rock'n'roll. Do Ugly original, o único registo da época é uma faixa na coletânea And Now Live From Toronto - The Last Pogo, hoje considerado um raro e precioso documento da história do punk canadense. Este disco seria uma espécie de trilha sonora de um filme captado em um show na Horseshow Tavern (lendário clube de Toronto que abrigou o início da cena na cidade), realizado pela dupla Gary Toppie e Gary Cormmier, donos do local considerados os maiores incentivadores do punk por lá. (Sempre digo que o que faltou no início do punk brasileiro era um espaço desse tipo, para as bandas tocarem e ensaiarem). Parece que já há DVD desse filme, não tenho certeza.
O Ugly acabou pouco depois do lançamento so single, que passou completamente batido. Em 97, Mike faleceu. Dez anos depois Sam e Tony, na onde de "ressuscitamento" de todas as bandas punks dos anos 70 e 80, voltaram a tocar sob o nome The Ugly, juntamente com o guitarrista Steve Koch e o vocalista Greg Dick (ex-Dream Dates, outra banda obscura dos anos 70). A verdadeira volta dos mortos-vivos!


THE CURSE - Candidatíssima ao posto de primeira banda feminina de punk da América do Norte, ao lado das Dishrags (curiosamente também canadenses, mas de Vancouver), essa é mais uma banda que costuma surpreender quem começa a descobrir a real história do punk. O The Curse foi criado no verão de 77 pelas amigas Mickey Skin (voz) e Dr. Bourque (baixo). Patsy Poizon (bateria) e Trixie Danger (guitarra), completaram a formação. Também tocaram na histórica noite canadense do CBGB em 77, com os Diodes, o Teenage Head e o Viletones (o Cramps ainda se apresentou nesse dia). As peformances das meninas eram marcados por atitudes inesperadas de Mickey como espalhar e atirar restos de comida no público.
Quanto ao som, enquanto estavam em atividade lançaram apenas o split com o Diodes (mas a faixa delas, Raw, não é uma música, apenas a voz de Mickey sobreposta a uma fala de alguém sobre teoria social. Ela vai xingando o cara) e um compacto com as faixas Shoeshine Boy e Killer Bees. Muito bom, punk primitivo de primeira.
Em 78, cerca de um ano depois da apresentação no CBGB, retornaram a New York e tocaram no Max's Kansas City, que acabou sendo o último show do grupo. Em 1996, o selo Other Peoples Music lançou uma coletânea com tudo o que foi possível garimpar delas. Tem as faixas dos compactos, demos e algumas ao vivo. Um registro histórico. Mas teria sido interessante se elas tivessem gravado um LP. Em tempo: "curse" é uma das expressões para menstruação.



TEENAGE HEAD - São conhecidos também (mais um) como Ramones canadense. E realmente existem algumas semelhanças, observando-se o chavão desde que guardadas as devidas proporções. O Teenage Head foi criado em 1975 por quatro colegas de faculdade: Frank "Venom" Kerr Jr. (vocal), Gordon "Lazy Legs" Lewis guitarra, Steve "Marshall" Mahon (baixo) e Nick Stipanitz (bateria). Todos eram fãs de Iggy and The Stooges, MC5, Flamin' Grooves e New York Dolls. Assim, antes de terem suas próprias músicas, faziam covers dessas bandas, cujo som foi fundamental para a existência do punk rock. Uma escola e tanto. Inclusive tiraram o nome de um LP do Grooves, de 1971. Foram dois anos de ensaios antes de tomarem a decisão de mudar-se para Toronto (eram de Hamilton).
De casa nova, começaram a tocar no pequeno mas frequente e agitado circuito punk, ao lado das bandas pioneiras já citadas neste post. Em 78, lançaram o primeiro single Picture My Face / Tearin' Me Apart pelo selo Interglobal Music. A primeira parece muito com Stooges, principalmente o vocal. A segunda, é Heartbreakers puro. Ainda no mesmo ano fizeram mais um compacto com as faixas Top Down e Kissin' the Carpet. A guitarra a la Ramones é evidente na primeira faxa. Mas é bom dizer que ao mesmo tempo eles tinham um estilo próprio.
A repercursão destes lançamentos ficou restrita ao circuit underground. Mas a banda já criara uma certa fama e, em 78, lançou o primeiro LP, Teenage Head. No entanto, pouco depois e justamente quando começavam a ver a fama crescer, a Interglobal faliu. Assim, por muito tempo, estes três discos ficaram fora de catálogo, sendo relançados apenas nos anos 90, quando iniciou-se a era do CD. No disco, as influências citadas são bem claras. É "punk mais rock do que nunca" para ser ouvido no volume máximo.
Em 1980 assinaram com um selo maior, a Attic Records. Com isso puderam investir mais na gravação do segundo LP, Frantic City, produzido pelo ex-guitarrista de David Bowie, Stacey Heydon. O resultado é um som bem mais polido e 99% rock'n'roll. Vale a pena ouvir, mas nada tem a ver com punk. E daí em diante a banda seguiu essa linha, embora o terceiro LP, de 82, chamado Some Kinda od Fun, seja mais pesado e tenha ficado famoso como "trilha sonora ideal para festas regadas a cerveja". Daí em diante e principalmente após assinarem com a CBS, que os forçou a mudar o nome para Teenage Heads, distanciaram-se do punk, embra usassem a fama de banda punk - especialmente com a retomada do interesse pelo gênero nos anos 90. Seja como for, o Teenage Head foi uma das mais influentes bandas dos primeiros anos do punk canadense e merece ser incluído em qualquer historiografia que se faça em relação ao punk rock no mundo. Em tempo: Frank Venom morreu em 2007, em consequência de um câncer na garganta.











18 comentários:

  1. AMEI O VILETONES!!!!!!!!!!!!!!!!! strongusa, estava afim de falar contigo há um tempo. foi bom atualizar o blog, espero que continue! anote meu perfil: myspace.com/vontadelutapierre

    Forte abraço!

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  2. O Canadá realmente teve uma cena com bandas ótimas que infelizmente não explodiram, assim como os EUA. Além dessas que você citou, gosto muito do Modernettes, The Scenics, The Mods... Pra quem gosta da cena Canadense é bom procurar um documentário chamado "The Last Pogo". Muito bom o texto e o blog nem se fala... Valeu!

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  3. Belo post, praticamente um dossiê do punk canadense. Teenage Head é uma das minhas preferidas. Estou atrás do The Last Pogo, quem souber de algum link, entrar em contato. valeu!
    abraços

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  4. Pierre, fique à vontade para enviar e-mails (fz_factor-zero@hotmail.com), caso queira falar algo não relacionado ao blog. Viletones é mesmo foda.
    Gringo, esse documentário que vc falou existe em DVD (e tem também um LP, raro pra caramba, com uma música de cada banda que participou, inclusive o The Scenics). Realmente a cena de Toronto foi bem forte.
    Rapha, o punk canadense é um baú de raridades sem fim. No próximo post vou falar mais de Vancouver (que tinha muito mais que DOA e Subhumans). Também estou atrás do Last Pogo, se pintar, dou um toque...
    Valeu aí moçada, saudações anárquicas a todos!

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  5. CARALHO! uma overdose de punk canadense! hehehe

    Dessas bandas postadas, conheço apenas o Diodes e o Teenage Head, ambas curto pra caralho, vou dar uma conferida nas outras! Valeu, puta post bacana!

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  6. Baixei todas. A que mais gostei foi o The Ugly, aliás, o vocalista deles me lembrou (fisicamente) Jello Biafra, sei lá porque diabos...

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  7. Maurício, em algumas fotos os dois se parecem sim! Não tinha reparado... Quanto ao som, vc não acha que eles têm um pouco de Dead Boys (inclusive, tem um cover)?
    Saudações anárquicas

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  8. Realmente o som deles tem muito de Dead Boys! e o no Diodes eu enxergo momentos bem Ramones, mais que no Teenage Head (que consideram como o Ramones canadense), acho o Teenage Head mais rock 'n' roll, me lembrou muito mais o Johnny Thunders. Na moral o som do TH é bem próprio, não tem como fazer alguma comparação.

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  9. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  10. Excellent post my friend.

    By the way I saw an old comment of your at Rollmops looking for the Depressionns, did you ever get it? If not leave a comment over at ASFM.

    All the best

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  11. Anônimo4/03/2010

    morreu de novo? 2 meses sem posts

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  12. Teenage Head was great in their day!

    Happy blogoversary :)

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  13. Maurício6/16/2010

    Cara, não postou mais porque? O blog é muito bom, não pode parar assim!

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  14. Excellent post! Canadian Punk from the late 70s is often over looked, its good to see this post.

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  15. Anônimo2/20/2011

    R.I.P. - Factor Zero

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  16. Preciso reativar o blog. É projeto para este ano...

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  17. Ficou foda esse layout novo. Fico feliz de você estar reativando o blog, pois sem exageros, o Factor Zero era (é) o melhor blog sobre punk rock que eu já vi. Tem muito material interessante que a gurizada nem imagina que exista.

    E isso sem falar que seus textos são ótimos, cara. Com destaques aos textos sobre o "movimento" punk no Brasil, já que tu o vivenciou, viu as bandas crescerem e tem história pra contar.

    Espero por outro post e que não hajam mais tantos desses intervalos de um ano sem posts, hehehe.

    Abraço

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  18. Maurício, obrigado pela força. Estou preparando o primeiro post da reativação... Fiquei indignado por ler em um forum (nem lembro onde) um moleque chamando um tal de Mark Hoppus (acho que é de uma banda que chama Blink 182) de "godfather of punk". Mesmo que poucos leiam o FZ, tem que ficar registrado quem são os verdadeiros godfathers...

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