29/08/2008

Bem vindos ao mundo punk

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18/08/2008

Punk Rock? Rockabilly? Punkabilly? The Nips!


Shane McGowan é muito conhecido por liderar o The Pogues e por sua acentuada tendência ao alcoolismo. Mas antes foi um punk bastante ativo no boom da cena londrina em 76-77, quando montou, juntamente com a baixista Shanne "Skratch" Bradley, o Nipple Erectors. Completavam a primeira formação o guitarrista Roger Towndrow e o baterista Arcane Vendetta. Essse quarteto realizou vários shows e gravou o primeiro single com as faixas King of the bop e Nervous Wreck. A primeira é um rockabilly, estilo que começava a ser resgatado por algumas bandas punks e a segunda, mais pesada e mais caracteristicamente "punk". Na mesma sessão eles gravaram outras duas músicas (Stavordale Road N5 e So pissed off) que seriam lançadas apenas em 87, em uma coletânea, quando a banda já não mais existia. Recentemente Shane revelou que todos estavam totalmente bêbados e drogados nas sessões: "Shanne was in a coma".
Pouco tempo depois do lançamento da pequena bolacha eles mudaram o nome para The Nips.
O segundo compacto - para mim, o melhor - saiu em 78, com as faixas All the Time In The World e Private Eye. A primeira é um verdadeiro clássico, uma daquelas composições de rara felicidade, original, tocada com rapidez e fluidez. A essa altura o grupo experimentava uma certa popularidade, mas a formação passou a ter mudanças constantes (em pouco mais de dois anos foram dez bateristas e quatro guitarristas!).
Os dois discos foram produzidos e lançados pela Soho Records e Shanne não ficou contente com o resultado. Queria um som mais rústico, menos produzido(!). Procurou a Chiswick, na época uma das independentes mais respeitadas e, em 79, saiu o terceiro single com Gabrielle e Vengeance. Shanne, mais uma vez, ficou descontente, principalmente por Gabrielle, música que chegou a tocar nas rádios e soava mais pop que os discos anteriores. Na verdade, os produtores e o restante da banda esperavam que essa música se tornasse um hit, o que não ocorreu. Logo a Chiswick também foi descartada. O quarto e último single de estúdio saiu em 80, pela TestPressing Records, com produção de Paul Weller, do The Jam, e as faixas Happy Song e I Don't want nobody to love. No entanto, antes de haver qualquer repercussão a banda acabou. No mesmo ano saiu Only the end of the Begining, LP gravado ao vivo. Em 87, a Big Beat Records lançou o LP Bops babes booze and bovver com os quatro compactos e algumas músicas de Only The end...
O som do Nips confunde um pouco, pois não é exatamente um rockabilly e, por não ter guitarras distorcidas no talo, muitos não o considerariam punk. Ou seja não é nem uma coisa nem outra e é as duas ao mesmo tempo. Particularmente penso que pela atitude são autênticos punks.

Nip-facts
  • Shane era um freqüentador assíduo da King's Road, ponto de encontro dos punks e mods londrinos, fato que gerou muitas brigas - a violência na região foi tema de várias reportagens do The Times, um dos mais conceituados jornais ingleses. Em 76, apareceu numa capa do Sounds, tablóide especializado em música, ilustrando uma matéria com o título "The face of 76".
  • Antes do Nipple Erectors, Shane teve seus 15 minutos de fama por ter perdido o lóbulo de uma de suas orelhas durante um show do Clash, após uma mordida (Mike Tyson não foi o primeiro!). O fato acabou publicado pelo Sounds (veja a imagem no final do post). Na verdade, ele sangrou, mas houve um certo exagero, pois nas fotos da banda percebe-se que a avantajada orelha continua inteira.
  • Shane também participou da edição de um fanzine, em 77, chamado Bondage.
  • Em 84, a baixista Shanne Bradley ganharia fama como integrante do conceituado The Men They Couldn't Hang, que, a exemplo do Pogues, mistura elementos de folk music irlandesa com rock, mas com letras e atitudes mais politizadas. Ela saiu da banda em 85 para tocar com o tresloucado experimentalista Wreckless Eric e foi substituída pelo ex-UK Subs Ricky McGuire.
  • Em maio deste ano, o Nips fez um show de reunião no 100 Club, junto com Johnny Moped,outra peça rara da cena londrina de 77. Todos velhos, talvez, como eu!
Baixe a coletânea de singles Bops, Babes, Booze and Bovver

13/08/2008

Muito, muito ódio

O Xtraverts foi criado em 1976 pelos amigos Nigel Martin (vocal) e Mark Reilly (guitarra), na cidade de High Wycombe (47km a noroeste de Londres). A primeira formação foi completada pelo baixista "Carlton" e o baterista Tim Brick. Com um som que captava muito bem o espírito de revolta no início do punk, o Xtraverts logo conquistou muitos seguidores e a fama de "Sex Pistols de High Wycombe", também pelo comportamento agressivo dos integrantes, principalmente Nigel. "Ele era capaz de iniciar uma terceira guerra mundial. Este era seu problema", conta Glen Spicer, guitarrista da banda a partir de 78. Este temperamento acabou causando o fim do Xtraverts, em 79, quando Nigel esfaqueou um mod em uma briga de rua e acabou na prisão. Antes disso, porém, eles se apresentaram em todo o circuito inglês e lançaram dois compactos (o terceiro, gravado antes de Nigel ser preso, saiu só em 81).
O primeiro, ainda com a formação original, contém as músicas Blank Generation (nada a ver com a música de Richard Hell) e A-Lad-in-sane. Bons sons, mas não tão punks quanto os das bolachas seguintes. Em 78, saiu um split com outra banda popular de High Wycombe, chamada Plastic People, que fazia um som mais new wave e foi o berço do guitarrista Glen Spicer. A faixa deles é Police State - pelo nome dá para saber que detona os tiras ingleses - bem mais pesada que as do single anterior. Nesta gravação, do line up original sobrou apenas Nigel, com Steve Westwood na guitarra, Mark Chapman no baixo e Andy Crawford na batera. O melhor single deles é o terceiro, com as faixas Speed e 1984. Neste, a formação anterior ganhou um guitarrista a mais (Spicer) e um novo batera, Tim Watts.
Em 97, o dono da gravadora Detour Records descobriu uma fita com 13 músicas que comporiam um LP e ficou esquecida após o episódio de Nigel. Claro que não hesitou em recolocar o Xtraverts no mercado. A banda até tentou retomar as atividades com o lançamente de So Much Hate, mas deu apenas para fazer alguns shows e logo viram que era inviável, pois cada integrante já havia tomado outros rumos.


XTRAVERTS FACTS
  • A banda ganhou muita fama em High Wycombe após surgirem várias pichações em prédios públicos enaltecendo as "qualidades" do grupo, o que não era muito comum na cidade naquela época.
  • Em 79, o jornal Midweek fez uma crítica irônica do compacto Police State, na qual acusava a banda de ser "plastic punk" e que na cidade de Wycombe não haveriam mais punks reais. Nos dias seguintes da publicação, receberam centenas de cartas de protesto e um abaixo-assinado com 1200 assinaturas exigindo que o jornalista reavaliasse sua opinião. O fato ajudou a elevar as vendas do compacto e a lotar a agenda de shows do Xtraverts.
  • Mark Reilly foi um dos fundadores do Matt Bianco, banda de muito sucesso na Inglaterra nos anos 80 e 90.
  • Depois do fim do Xtraverts, o guitarrista Glen Spicer formou uma banda chamada Cherry Black Dawn, que lançou apenas um compacto em 84, mas esteve na ativa até 93. Por essa época também trocou de sexo (!) e passou a atender pelo nome de Jacquie Blue.
  • Steve McCormack, baterista que tocou algumas vezes com o Xtraverts, fez o papel de Billy Idol num prgrama da TV inglesa chamado Stars In Their Eyes.
  • Já o baterista Andy Crawford foi chutado pela esposa após voltar a tocar durante a reunião da banda.
Baixe aqui as 15 faixas de So Much Hate: 1977 - 1979

12/08/2008

Punkmaníacos


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11/08/2008

Peso Chicano


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09/08/2008

Uns caras estranhos...


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Buried Pagans


Conforme prometido, aqui está o LP Buried Alive, do Pagans, que compila oito compactos da banda. A maior parte destas músicas estão no CD Everybody Hates You, postado abaixo, a diferença é que este aqui é ripado do vinyl (o som fica mais pesado, acreditem!). Neste disco estão os grandes momentos da banda como Not Now, No Way, Dead End America e Six and Change.

08/08/2008

Pagãos americanos


The Pagans é uma daquelas bandas que se você ainda não conhece vai se perguntar como conseguiu passar todo esse tempo sem ter ouvido esses sons. Ou então terá a sensação de que já escutou em algum lugar ou algo muito parecido. Originários de Cleveland, eles começaram em 77, liderados pelo vocalista Mike Hudson. Completavam a formação o guitarrista Mike Metoff, também conhecido por Tommy Gunn, o baterista Brian Hudson e o baixista Tim Allee. Esse quarteto tocou junto até meados de 79 e gravaram pelo menos oito compactos, mas nenhum LP completo. A partir de 1980, a formação original debandou e Mike seguiu com a banda que passou a mudar constantemente - o som continuou em um bom nível, mas não tão criativo como nos primeiros anos - até acabar definitivamente por volta de 86 ou 87.
A história da banda está no livro Diary of a punk - life and death in the Pagans, publicado este ano pela Tuscarora Books e escrito pelo próprio Mike Hudson, que tornou-se jornalista.
Em 86, a Treehouse Records lançou um LP, Buried Alive, reunindo os sete primeiros singles (vou postar mais na frente, aguarde). Além desse, surgiram diversas coletâneas e gravações ao vivo. Vou deixar aqui o CD Everybody Hates You, com 29 sons (dos compactos faltam apenas três). É indispensável.

06/08/2008

Ursos insanos


The Bears é uma banda inglesa da cidade de Watford, formado em 1976 pelo ex-guitarrista do Wire, George Gill. A formação original tinha ainda o baixista Ron West, o baterista Cally Cameron e o vocalista Mike North, morto em um acidente de moto, em 1977. Com essa formação, não chegaram a gravar. O primeiro compacto, já com John Entrials no vocal, saiu apenas em 77, com as músicas On Me e Wot's up Mate. Os ótimos riffs e as letras surrealistas logo chamaram a atenção e o Bears não demorou a gravar um segundo single, com a incrível Insane, uma verdadeira gema punk, apesar de ser um tanto lenta para o gênero, e a também ótima Decisions. Sem lançar um LP, o Bears acabou em 79, quando já não contava mais com Ron e Cally, que saíram para formar o Tea Set. Em 1986 foi lançado um LP com músicas gravadas ao vivo em estúdio. Certamente o Bears merecia muito mais, pela criatividade e originalidade do som. Confira no link:

http://www.mediafire.com/?8w2cdunp1vx

04/08/2008

Tentações fuleiras

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01/08/2008

AMEAÇA PÚBLICA NÚMERO 1


Cinco compactos e onze clássicos. Essa é a discografia do Menace. Se existe algo que pode ser chamado de "punk puro", seguramente é o som do Menace. Rápido, direto, pesado, agressivo e com letras ofensivas. Formado em 76, o grupo foi um dos mais ativos na explosão punk londrina de 77 e fez apresentações em todos os redutos da cena inglesa. O estilo agressivo e politizado, aliado à origem suburbana e operária dos integrantes, atraíram os punks mais radicais da época, o mesmo público que acompanhava o Sham 69 e o UK Subs. Tal postura custou o repúdio das rádios e das gravadoras da época. Em 79, após o lançamento do quinto compacto (Last years youth/Carry no banners) a banda acabou por não conseguir contrato e lugares para tocar. Com isso, não chegaram a gravar um LP, mas os cinco singles valeram muito mais: é um som melhor que o outro. A formação original tinha o vocalista Morgan Webster, o guitarrista Steve Tannett, o baixista Charlie Casey e o baterista Noel Martin. Em 97, Noel e Charlie reformaram a banda, com John Lacie e Andrew Tweedie (substituído por Oddy, em 2002) e ainda estão em atividade. O som permanece agressivo e pesado, mas a criatividade já não é a mesma. Reconheço que pode parecer saudosismo, mas até as bandas antigas soam iguais atualmente, todas as gravações parecem ter um só padrão. Baixe o Menace dos anos 70 (no link estão os cinco compactos) e ouça um pouco do que o punk inglês tinha de melhor.

http://www.mediafire.com/?n2wyyzw0ngs

Músicas:
01. Screwed Up (1977)
02. Insane Society (1977)
03. GLC (1978)
04. I'm Civilised (1978)
05. I Need Nothing (1978)
06. Electrocutioner (1978)
07. The Young Ones (1978)
08. Tomorrows World (1978)
09. Live For Today ( 1978)
10. Carry No Banners (1979)
11. Last Years Youth (1979)