21/01/2010

D.O.A.: sempre vivos


Subhumans e DOA são crias do mesmo útero, gêmeos separados no nascimento. Em 1978, após o fim do Skulls e da experiência "Wimpy and The Bloated Cows" em Toronto, Joey "Shithead" Keithley retornou a Vancouver e não demorou saiu a procura de comparsas para montar uma nova banda. Inicialmente convidou um certo Randy Archibald, que tocava com um grupo chamado Looney Tunes, para a bateria, mas como ele não era lá essas coisas, foi atrás de outro e acabou chamando Chuck, irmão caçula de Ken "Dimwit" (do Subhumans, e ex-Skulls). Depois, sugeriu a Randy que aprendesse a tocar baixo. Logo o trio estava ensaiando uma média de quatro horas por dia. Num desses ensaios, que era realizado em uma espécie de estúdio de segunda mão onde vários grupos tocavam, apareceu um cara com toda a pinta de punk e, depois de vê-los tirar umas músicas disse: "Caras, vocês são bons. Meu nome é Harry Homo. Vocês serão a banda, eu serei o vocalista, vamos ganhar um milhão de dólares e vamos ser o D.O.A." Assim, na maior folga. E deu certo! Os caras toparam.


Primeira fase
A estreia do D.O.A. foi no dia 20 de fevereiro de 78, em um local chamado Japanese Hall, ao lado de várias bandas, punks e new wave, como era comum naqueles tempos. Depois da estreia ficou claro que Harry era um ótimo frontman, mas não tinha qualquer dom musical, cantava totalmente fora do tempo. Foi descartado e Joey assumiu a função de guitarrista e vocalista. Assim, como um trio e pouco mais de um mês depois começaram a tocar regularmente em outros locais, inclusive no Smilin' Buddha, uma espécie de CBGB's ou 100 Club de Vancouver. Em pouco tempo Joey e seus amigos fizeram uma série de apresentações que se tornaram lendárias.
A essa altura, com vários sons compostos por Joey e Chuck, já pensavam em gravar algo. Claro que nem procuraram gravadora. Juntaram tudo o que podiam e produziram sozinhos seu primeiro compacto. DIY total. Para isso, agendaram nove horas (tudo o que poderiam pagar) no Ocean Studios. A sessão foi realizada com uma bateria alugada e, como eles possuíam apenas os instrumentos, amplificadores que os donos do estúdio garantiram que providenciariam. Só não avisaram que eram Ampegs da década de 50, bem ruinzinhos. Some-se a isso uma inexperiência completa em gravações. O resultado foram quatro faixas incrivelmente punks, que se constituíram em Disco Sucks, um dos melhores compactos (não)produzidos no Canadá até hoje. Além da faixa-título, o artefato tinha Nazi Training Camp, Royal Police e Woke Up Screaming e foi lançado com uma prensagem de 500 cópias. Este disco também marcou a fundação do selo Sudden Death Records, de propriedade deles mesmos.


A pequena bolacha abriu as portas para a banda. Eles mandaram cópias para alguns fanzines e estações de rádio independentes dos EUA. A seguir, convenceram o pessoal do lendário Mabuhay Garden, clube de San Francisco, a agendar alguns shows. Em agosto de 78 se apresentaram pela primeira vez em solo estrangeiro. Acabaram passando um tempo a mais por lá e iniciaram uma grande amizade com Jello Biafra (Dead Kennedys).
De volta a Vancouver, gravaram o segundo compacto (o excelente The Prisoner/13), desta vez, pelo selo Quintessence Records, que também reprensou Disco Sucks. Pouco depois, já em 79, entraram pela terceira vez em estúdio para gravar duas faixas (I Hate You e Kill, Kill, This Is Pop) para a coletânea Vancouver Complication, um álbum essencial para quem quer conhecer as origens do punk canadense.
Na sequência, fizeram uma turnê pelos EUA, cheia de contratempos e da qual retornaram sem um centavo. Mas fizeram uma certa fama e ganharam experiência o bastante para descobrir que precisavam de alguém para gerenciá-los, o que os levou a Ken Lester um ativista político, cheio de ideias irreverentes. A banda e o empresário iniciaram uma parceria bastante produtiva e duradoura. Nessa época, lançaram o terceiro compacto, com as excelentes World War 3 e Whatcha Gonna Do?, que saiu inicialmente pelo selo deles e depois pela Quintessence, daí haver duas capas diferentes do mesmo disco.


Um breve fim e o primeiro LP
Depois de finalizarem uma turnê pelo Canadá e algumas cidades dos EUA (durante a qual fizeram um retorno rápido a Vancouver para abrir um show do Clash), aconteceu um dos mais bizarros episódios dessa primeira fase da banda. No retorno da turnê, agendaram um show na UBC (University of British Columbia) que teria a segurança por conta de estudantes de engenharia. Péssima ideia dos organizadores. Punks e engenheiros são coisas que não combinam e, claro, terminou tudo em (mais uma) grande briga. Como vinham de uma maratona de seguidas confusões, acabaram discutindo sério e decidiram dar um fim à banda.
Mas Joey não desistiu, principalmente porque haviam começado a gravar o primeiro LP, e, mesmo bastante chateado, procurou outros comparsas e remontou o D.O.A. em poucos dias. Com Dave Greg como segundo guitarrista, Simon "Stubby Pecker" Wilde no baixo e Andy Graffiti na batera, o grupo deu sequência às gravações e poucos meses depois fizeram uma apresentação que não foi lá das melhores. Só que, quem estava na plateia? Randy e Chuck! Depois do show eles conversaram com Joey e resolveram que o D.O.A. original deveria voltar. Azar dos novos integrantes, que da noite para o dia tornaram-se ex! Com Joey, Chuck e Randy o D.O.A. voltou ao estúdio e regravou tudo o que havia sido feito. Foi assim que surgiu Something Better Change, o primeiro LP do grupo, uma pérola do punk rock. Passado algum tempo, Ken Lester insistiu para que Dave Greg se tornasse o segundo guitarrista, algo que considerava essencial para o som da banda. Com isso o D.O.A. tornou-se um quarteto e iniciou uma nova fase, tão produtiva quanto a anterior.


Hardcore
No final de 1980, o D.O.A. começou a gravar seu segundo LP, que receberia o título de Hardcore 81, inspirado por um artigo publicado em uma revista de San Francisco sobre a cena punk da Costa Oeste dos EUA. O texto falava sobre bandas como Dead Kennedys, Avengers, Black Flag e Circle Jerks e incluiu o D.O.A., mesmo eles sendo canadenses. O título do artigo era "Hardcore". Erroneamente, tem gente que pensa ser este segundo LP do D.O.A. que batizou o gênero. Nada a ver.
Apesar disso, o LP foi realmente um dos pioneiros no estilo de punk rock mais rápido e conteúdo político das letras. O momento também era especial. Um novo punk rock explodia no mundo todo, mais espontâneo, mais esclarecido politicamente, mais rebelde no sentido de contestar os governantes, de desafiar o poder estabelecido. E tudo de forma independente, sem o dedo da grande mídia, através de fanzines e pequenos selos, muitos pertencentes às próprias bandas. Anarquismo deixava de ser apenas um termo e passava a ser um ideal. O HC tem o mérito de não ter necessitado de nenhum Malcom McLaren para se impor. E o D.O.A. captou aquele momento em um disco de 14 faixas. Até mesmo Communication Breakdown, do "Dead" Zeppelin, soa agressiva e contestadora na versão de Joey e cia. Pode não ter sido o primeiro, mas é ate hoje um dos melhores discos de hardcore de todos os tempos.
Em abril, antes mesmo de o disco ser lançado, eles organizaram a primeira versão da Hardcore 81 Tour, que durou até o mês de junho e durante a qual aconteceram várias brigas entre os integrantes da banda e do staff. Apesar disso, a vida continuava. O LP saiu, foi bem aceito e a turnê sem fim continuava. Ainda em 81, no mês de outubro, fizeram o primeiro show em Londres, junto com o Dead Kennedys. Um pouco antes de viajarem lançaram um EP, com o nome Positively DOA, pela Alternative Tentacles, que organizou a apresentação. O disco foi gravado às pressas e apresenta novas versões para Disco Sucks, que se tornou New Wave Sucks, e Fucked Up Baby que virou Fucked Up Ronnie. Completam a bolacha outras três faixas que já estavam no LP.
No retorno de Londres, Randy Rampage já não estava mais satisfeito com a banda e começou a demonstrar total desinteresse, além de aparecer sempre chapado demais para os ensaios e shows. Na noite de ano novo, ele fez a última apresentação como baixista do D.O.A.



75% Skulls
A vaga de Randy foi preenchida por Dimwit, que deixara o Subhumans e trocou a batera pelo baixo. Com isso, os três irmão Montgomery estavam envolvidos com o DOA. Chuck na batera, Ken no baixo e Bob como road. Mas não durou muito. Durante as gravações do que seria o terceiro LP, em que resolveram trabalhar novos elementos e ritmos como o reggae. Dimwit e Chuck discutiram feio. Foi a gota d'água para o baterista, que ja não estava contente com a banda há algum tempo.
Naturalmente, Dimwit assumiu as baquetas e ficaram de novo sem um baixista. A notícia de que o Subhumans estava por um fio os animou a procurar o velho amigo Brian "Wimpy" Goble, que aceitou o convite. Com isso, o D.O.A. passava a ter quase a mesma formação do The Skulls. Apenas Dave Greg não estava com os demais integrantes no pioneiro grupo de 77. A nova formação manteve a sequência interminável de shows e gravou War on 45, o terceiro LP, que saiu pela Alternative Tentacles e teve uma produção mais aprimorada. O disco mostra um D.O.A. mais maduro, porém, menos agressivo, mas é punk de primeira qualidade, com certeza.
Em 1983, com a prisão de Gerry Useless (a história está no post anterior), o D.O.A. deu início a uma de suas tradições: fazer discos beneficentes, sempre em prol de causas políticas. A renda do single The Right To Be Wild foi destinada às despesas judiciais para defender Gerry das acusações de terrorismo. Além disso, eles organizaram vários shows para arrecadar uma grana extra (advogados são caros aqui, no Canadá, mais ainda!).
Pouco depois do lançamento deste ep, Dimwit trocou o D.O.A. pelo Pointed Sticks. No lugar dele, entrou Greg "Ned Peckerwood" James, x-Verbal Abuse. Na mesma época, Ken Lester arranjou umas horas no Fantasy Studios, em Berkeley (EUA) para remixar as melhores faixas dos dois primeiros LPs. O resultado é Bloodied but Unbowed, que realmente tem uma qualidade bem superior em relação aos originais e, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma coletânea dos primeiros compactos, mas sim os melhores momentos dos dois primeiros LPs.

Festa e distanciamento
1984 começou bem para o D.O.A. com a primeira turnê europeia do grupo, durante a qual gravaram uma Peel Session, que resultou no compacto Don't Turn Yer Back, com quatro faixas. De volta para casa, alguns meses depois, Peckerwood foi convidado a sair pois não estava agradando. Para seu lugar, Dimwit voltou e, de novo, o D.O.A. tinha três ex-Skulls na formação. O passo seguinte, em meio a muitos shows, claro, foi entrar em estúdio mais uma vez. Para produzir o quarto LP escolheram (ou foram escolhidos) o produtor Brian "Too Loud" McLeod, ex-guitarrista de uma banda de hard rock chamada The Headpins. O resultado foi um distanciamento das raízes punks da banda e uma aproximação com o heavy metal e o hard rock, algo muito comum entre as bandas punks daquele período. Joey considera esse o disco mais rock'n'roll do D.O.A., com toda razão.
A turnê de promoção deste LP foi a mais longa de toda a história da banda, por isso, eles mesmo se referiam a ela como a "Endless Tour". Foram oito meses na estrada, com 132 shows em 105 cidades diferentes de 13 países. Óbvio que tanto tempo na estrada rendeu boas histórias, mas algum estresse também. Dimwit acabou sendo a bola da vez e de novo o D.O.A. estava sem batera. Para seu lugar, Jon Card, ex-personality Crisis e SNFU foi o escolhido. Na sequência, gravam o quinto LP, True (North) Strong and Free, desta vez com o produtor Cecil English, que iria trabalhar com eles em outros seis discos. A essa altura, o D.O.A. já era um grupo extremamente profissional. Em relação ao punk, conservaram a postura política, a independência total e absoluta, mas o som agora era rock. Dos bons e de muita atitude, mas não punk rock.

Mais um breve fim
As mudanças na formação passaram a ser mais constantes. A saída do produtor Ken Lester foi a deixa para Dave Greg também abandonar o barco. Em seu lugar entrou Cris "Humper" Prohom, ex- Day Glo Abortions. Antes de lançarem um novo álbum com essa formação, saiu um disco ao vivo, chamado Talk-Action=0, que se tornaria uma espécie de lema para o grupo nos anos 90. O sexto disco (já na era do CD), Murder, mostra um D.O.A. bem mais politizado e engajado em termos de letras, porém, bem menos criativo e enérgico em relação ao som. Depois de mais um tour pela Europa e shows pela América do Norte, em 1990 chegava ao fim a primeira fase do D.O.A., certamente uma banda que ajudou a fazer do punk algo mais que uma explosão acontecida nos agora longínquos anos de 76/77.
Dois anos depois de "acabar", Joey Shithead e Brian "Wimpy" Goble ressuscitaram a banda, que desde então jamais parou, apesar de ter mudado de formação diversas vezes, e lançou mais sete álbuns de estúdio e uma porrada de singles. Sem dúvida, o D.O.A. é hoje uma instituição do punk rock, embora tenham incorporado (talvez, exageradamente) elementos de reggae, heavy metal, hard rock, etc, em seu som.
Em tempo: D.O.A. significa Dead On Arrival, um termo que os médicos usam para aquelas pessoas que dão entrada no hospital já em óbito.


Baixe aqui o clássico Something Better Change


Aqui, o melhor disco do DOA: Hardcore 81


E aqui, uma coletânea com singles de todas as fases, de 1978 a 1999

DOA Facts
  • O primeiro batera do D.O.A., Chuck Biscuits, tornou-se uma lenda do rock'n'roll. Depois de deixar a banda, ele tocou com o Black Flag, Danzig e Run DMC, entre outros. No ano passado, rolou um boato na internet (hoax) de que ele teria morrido de um câncer na garganta. Mas o cara tá vivinho da silva.
  • Joey Shithead já lançou dois CDs solo: Beat Trash (99) e Rock Steady (2006). Neles vai do reggae ao punk e inclui várias faixas apenas faladas, em que conta histórias engraçadas de suas múltiplas viagens pelo mundo.
  • Quando Ken Lester começou a empresariar o grupo, o primeiro show que ele agenciou foi um evento chamado Rock Against Radiation, que como o nome sugere era uma manifestação contra a proliferação de usinas nucleares. Tocaram D.O.A., Subhumans, K-Tels, Pointed Sticks e Reconstruction. Cerca de três mil pessoas participaram da manifestação, que teria sido precursora desse tipo de manifestação no Canadá. No ano seguinte, com organização de entidades oficiais e da Igreja foi organizada uma passeata com mais 50 mil pessoas chamada No Nuke.
  • Após abrirem um show do X, em 1980, os caras do D.O.A. cruzaram com ninguém menos que David Lee Roth, vocalista do Van Halen. O roadie do D.OA. (Bob Montgomery) pediu que ele desse um de seus gritinhos característicos. Como o popstar se recusasse, Bob simplesmente o pegou pela garganta, exigiu que gritasse e só soltou depois que ouviu o cara tentar gritar. Já nos aos 80, o grupo canadense abriu um show de Davd Lee Roth...
  • Em 1989, Joey Shithead (Jello Biafra também) atuou no filme Terminal City Ricochet. Na trilha sonora da película entrou uma versão do D.O.A. para Behind the Smiles, do Subhumans, e uma parceria do grupo com Biafra, que deu tão certo que eles acabaram gravando um LP inteiro, chamado Last Screams of The Missing Neighbors.
  • A Sudden Death Records, fundada por eles para lançar o primeiro compacto, está em atividade e abriga diversas bandas.
  • A maioria das informações aqui contidas foram tiradas do livro I, Shithead, a Life in Punk escrito pelo próprio Joey. Na obra, há muitas (muitas mesmo) histórias engraçadas. Quem puder adquirir não hesite, mas é possível ler o livro on line: clique aqui.

O D.O.A. atual, com Rampage, Shithead e Floor Tom Jones

13 comentários:

  1. The Hairy Hands1/21/2010

    Engraçado que, apesar de serem canadenses, acho que o DOA inventou o punk da costa oeste dos EUA, da forma como é feito hoje por bandas como o NOFX. Concorda?

    ResponderExcluir
  2. Sim! Em gênero, número e grau. O D.O.A. fez inúmeros shows na Costa Oeste dos EUA. Inclusive, em uma pasagem do livro do Joey, ele conta que algumas revistas costumavam confundi-los como sendo uma banda californiana! Não é mera coincidência....
    Valeu o comentário

    ResponderExcluir
  3. Putz! Ótimo post.
    Me amarro em D.O.A, posso dizer que estão entre minhas bandas favoritas junto com o Ramones e o Clash. Não sabia muito da história dos caras, já que não é muito fácil encontrar textos em português da banda.

    Não concordo muito quando dizem que o D.O.A é uma banda de hardcore. Pra mim só o álbum Hardcore 81' soa como hardcore mesmo. Os outros álbuns estão mais puxados para o punk rock, com algumas puxadas para o heavy e o reggae, e nos mais atuais se vê uma óbvia influência do ska.

    Não sei se é impressão minha, mas parece que pelo menos aqui no Brasil, o trabalho dos canadenses do D.O.A não é muito reconhecido...Realmente, acho isso um tanto quanto lamentável.

    Abraços e valeu pelo post!

    ResponderExcluir
  4. Sempre achei o DOA (e o Youth Brigade também) muito parecidos sonoricamente e esteticamente com o Cólera. Todas as bandas são trios, tem irmãos na formação, e o som transita entre o punk rock e o hardcore, sempre ficaram nesse meio termo.. fora a abordagem política, que é parecida.

    ResponderExcluir
  5. Boa George! Mas vou concordar em termos com vc, porque sempre achei que o Cólera é o YB do Brasil (ou o contrário)! Tudo a ver mesmo... mas o D.O.A., nem tanto. Primeiro pq o YB é um dos pilares do "straight edge", algo que o D.O.A. está bem longe (os caras sempre "enxugaram" todas e fumam um baseado, etc). Mas até dá para fazer umas comparações legais entre eles, sim.
    Valeu o comentário...
    Saudações Anárquicas!

    ResponderExcluir
  6. Eu só falei do DOA pra puxar pro YB mesmo, Cólera é idêntico ao YB e vice-versa... mas na real o YB nunca foi uma banda straight edge, o que eles tinham na época era que o hardcore tinha que ser algo positivo (assim como o Cólera também achava aqui).. tanto é que o YB no documentário Another State of Mind vai a Washington e apresenta o Minor Threat como o representante máximo do straight edge...

    ResponderExcluir
  7. OK, George, vc tem razão, O YB não se assumia como uma banda straight edge, mas sempre os associei a essa vertente por terem um discurso excessivamente positivo (a meu ver), apesar de serem bem críticos em relação ao poder.
    Mas também me confundi um pouco, estava pensando no Youth of Today... esses sim, um dos expoentes do s.e..
    Valeu aí...

    ResponderExcluir
  8. Valeu Strongos. O Canadá é foda... berço de várias bandas sensacionais: DOA, Subhumans, Personality Crisis, The Nils, SNFU, Beyond Possession, YYY, etc...

    ResponderExcluir
  9. Arlindo Cirino2/08/2010

    A primeira vez que vi/ouvi o D.O.A. foi num documentário que passou na TV Escola, que falava sobre o movimeno Punk de forma didática (coisa rara) e achei o som deles muito da hora! Lembro que no documentário eles apareciam tocando "The Prisioner" com aquela pegada!
    O nome do documentário era "Tempos de rebeldia - O movimento Punk".

    ResponderExcluir
  10. Arlindo, sinceramente fiquei curioso para ver esse documentário. São poucos do gênero que não passam de mera curiosidade (ou seja, que falem algo que acrescente).
    Vc tem mais informações a respeito (tipo quem produziu etc...)
    Ah! O link funcionou?

    Saudações anárquicas!

    ResponderExcluir
  11. Strongos,eu não lembro quem produziu o documentário, mas eu tenho o áudio dele garavado; vou ouvir direito e lhe passar mais umas informações.
    Sim, o link ainda não tive tempo de testar novamente, mas farei em breve e aí eu te aviso.

    Desde já, obrigado!

    ResponderExcluir
  12. Anônimo3/31/2010

    ola, meu blog punkrocker-4ever.blogspot.com foi deletado, todos os arquivos foram salvos antes, e serao postados no punkxhcxoi.blogspot.com
    se você puder renovar o link e colocar o novo blog como parceiro lá eu agradeço.. abraço

    ResponderExcluir
  13. o selo red star de são paulo lançou o album "northern avenger" de 2008 e ja havia lançado a coletanea "war and peace". e tenho informações que o d.o.a. tem boas chances de vir esse ano ao brasil para turne...
    http://www.redstar77.com/

    ResponderExcluir