11/08/2008

Peso Chicano


Mais uma banda da cena punk californiana de 76-77. O The Zeros foi muito comparado aos Ramones na época, por tocarem um som pesado, simples, mas melodioso. Particularmente não acho muito parecido, mas é tão bom quanto. No entanto, enquanto Joey, Dee Dee e seus sócios produziram várias bolachas e foram contratados por uma major, o Zeros gravou pouco e manteve-se independente. Com Javier Escovedo na guitarra e nos vocais, Robert Lopez na segunda guitarra, Hector Peñalosa (tocou por um tempo com o F-Word e foi substituído neste período por Guy Lopez, irmão de Robert) no baixo e Baba Chenelle na bateria, todos mexicanos ou descendentes, eles começaram em 76 com o nome The Main Streets Brats, mas logo no primeiro show mudaram para Zeros. Bem melhor.
Reza a lenda que Escovedo formou a banda para impresionar seu irmão mais velho, Alejandro, guitarrista do The Nuns (outro que vou postar aqui em breve). O primeiro show foi em território mexicano, na cidade de Rosarito. Nos EUA, estrearam como suporte para o The Nerves, em um local chamado Punk Palace. Na mesma noite outra banda debutava: The Germs. Na platéia, estariam membros do Damned, a primeira banda punk inglesa a tocar em solo americano.
Em vinyl, o Zeros começou com o ótimo single Don't Push me Around/Wimp, em 77, no mesmo ano lançariam Beat your heart out/Wild Weekend, com produção de Craig Leon, que na época trabalhava com Ramones, Blondie, Richard Hell, entre outros. O problema é que eles odiaram o trabalho e acabaram regravando tudo. Só voltariam ao estúdio em 1980, para gravar três músicas: They say that/Girl on the block/Getting nowhere fast, que saíram em um compacto hoje raríssimo (foram prensadas apenas mil cópias), apesar de estes sons estarem disponíveis em coletâneas. Nesse período todo tocaram em tudo que é buraco de Los Angeles e San Francisco. Um dos pontos altos foi um show beneficente junto com o Clash, em 79, quando já eram um trio (Robert deixou a banda para formar o El Vez, the Mexican Elvis).
Em 81 o Zeros acabou, mas em 83 foi lançada a coletânea Don't Push me Around que reúne os singles e mais algumas músicas de demo tapes. Em 94, com a formação original, a banda voltou à ativa. Nessa fase, lançaram Knock me Dead, um LP com regravações das músicas antigas. A seguir fizeram várias turnês e, em 99, gravaram Right Now, um CD de covers e inéditas, muito bom, por sinal. Ocasionalmente o Zeros ainda faz shows, como a turnê em comemoração ao 30º aniversário da banda.
Baixe Don't Push me Around e conheça os "Ramones mexicanos":



2 comentários:

  1. esse do the zeros e muito junkie.vale lembrar que les ja foram lembrados por bandas como o the muffs no album hamburguer(beat your heart out) e tbm no cd do periferia s/a (wild weekend).indispensavel esse disco!!!

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  2. Certamente uma rande banda e injustamente esquecida por muitos historiadores do punk californiano...

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