20/02/2009

Pequenos Gigantes IV - New Face Records


A New Face Records foi o primeiro selo independente do Brasil dedicado exclusivamente ao punk rock. A história do selo começou com a Punk Rock Discos, loja do Fábio, vocalista do Olho Seco. Por volta de 1984, a loja que era o principal ponto de encontro dos punks paulistanos, foi praticamente expulsa das Grandes Galerias. O motivo: os outros lojistas reclamavam direto dos frequentadores. Ironicamente, hoje o mesmo local é conhecido como Galeria do Rock e o próprio Fábio voltou a se estabelecer por lá, com a Decontrol. O fato é que a Punk Rock mudou-se para uma galeria na Rua Augusta, na esperança de que o público fosse mais seleto. Não deu certo, já que as gangues que então dominavam a cena punk iam lá para brigar.
Depois de algumas vitrines quebradas e vendo que o empreendimento ia por água abaixo, o Fábio decidiu transformar a loja em um selo. Como seus irmãos não queriam mais saber deste tipo de comércio, ele me convidou para ser sócio. Aceitei, mas para isso precisava grana. Então, forcei minha despedida do emprego - trabalhava há seis anos em um sindicato. Demorou uns seis meses, mas recebi a quantia que precisava.
Enquanto isso, negociamos o lançamento do primeiro disco da New Face, que seria o Let's Start a War do Exploited, na época uma das bandas mais populares do punk mundial. Se não me engano, pagamos dois mil dólares para lançar o disco. O problema é que o cara que mandaria a fita original e toda a documentação recebeu o dinheiro e sumiu. A essa altura a loja estava fechada e eu sem trabalho. Então decidimos relançar o Grito Suburbano, que havia sido produzidos pelo Fábio. Assim, este acabou sendo o primeiro "lançamento" da New Face. E nada da fita do Exploited chegar. Então fizemos mais um relançamento. Desta vez, o Crucificados pelo Sistema do Ratos de Porão.
Cansados de esperar, escrever cartas e até tentar ligar para o sujeito (seria um milagre eu lembrar o nome) lá na Inglaterra, resolvemos pegar uma cópia zerada do disco importado, alugamos um estúdio e fizemos nossa própria master. Enfim, depois de quase meio ano, colocamos no mercado o LP. Vendemos as mil cópias em menos de uma semana. Depois desse lançamento é que realmente o selo passou a existir.
Trabalhamos muito bem por uns dois anos, com lançamentos bons e outros nem tanto. Mas eu era um moleque muito louco, enquanto o Fábio já tinha mais idade e responsabilidade. As divergências entre nós eram muitas. Por um tempo, dividimos o horário de trabalho. Como eu trabalhava a tarde, no final do dia costumava usar o escritório para consumir substâncias ilegais. Claro que o Fábio não aprovou quando descobriu e as divergências se acentuaram. Assim, ele propôs mudarmos a New Face para o Bairro do Limão e transformar o escritório da 24 de Maio em uma loja. Afinal, precisávamos mesmo de mais espaço e no centro de São Paulo isso é muito caro.
Com isso, ficamos fora do Centro, onde tudo acontecia e a loja passou a ser cuidada por um funcionário. Isso, na verdade, apenas aumentou nossas despesas, enquanto as vendas permaneciam as mesmas e até diminuíram. Passamos a atuar mais como loja de varejo, inclusive vendendo por correio, através de um catálogo recheado de fitas piratas, e fugimos da proposta inicial.
Pouco depois, tivemos nossa primeira crise financeira. Após o Plano Cruzado, as vendas simplesmente dispararam, vendemos como nunca e ficamos com o estoque praticamente zerado. Confiamos que o pique de vendas se manteria e fizemos alguns investimentos. Mas o país mergulhou em uma crise de falta de matéria prima. Faltava tudo, desde vinil até plástico para acondicionar os discos. Chegamos a vender discos sem capa, com a promessa de que quando elas chegassem mandaríamos para o cliente!
Mas com isso, as despesas normais de uma empresa continuavam correndo, sem entrar dinheiro. Para piorar, nessa época fizemos o pior negócio do selo. Licenciamos o LP The Vikings are Coming, uma coletânea de bandas suecas do selo Uproar. Não que o disco fosse ruim (era mediano). O problema é que o vinil original era simples, porém, como a qualidade de prensagem no Brasil era das piores - qualquer disco que tivesse mais de 20 minutos de cada lado corria sério risco de sair com defeitos - tivemos de optar entre cortar algumas músicas e assim diminuir o tempo total, ou fazer um álbum duplo, o que encareceria bastante o poduto. Ainda sob a euforia das vendas do Plano Cruzado e do êxito da coletânea Afflicted Cries.... lançada meses antes, resolvemos fazer o disco duplo. Para piorar, nada de mil cópias como trabalhávamos até então, encomendamos logo três mil. O tombo foi forte. Recebemos as capas (e as duplicatas, claro), mas a Fonopress demorou meses para entregar os discos e não tivemos o bom senso de cortar a encomenda. Resultado: tínhamos nas mãos seis mil LPs, dívidas enormes e, após o fracasso do Plano Cruzado e uma queda acentuada no consumo, não conseguimos vender nem 300 cópias. Levamos quase um ano para nos recuperarmos. As vendas diretas ao varejo, na loja e pelo correio, salvaram nossa pele.
Aos poucos, recuperamos fôlego e em 1989 estávamos fortes novamente. Mas aí começaram os problemas de relacionamento, bastante influenciados pelas cobranças da família do Fábio, que não via o negócio como lucrativo. Assim, ele resolveu mudar de ramo (tecidos). Então a New Face ficou em minhas mãos. Era uma época da minha vida em que estava bastante confuso, bebendo muito e com sérios problemas familiares. O lucro do negócio era literalmente aspirado. Então, o Luizão, na época baixista do Olho Seco, propôs comprar a New Face. Vendi, por 15 mil reais (nem sei se era essa a moeda, mas era essa quantia). Na semana em que recebi o dinheiro, Collor de Mello e a sua gangue assumiram a presidência, bloquearam todas as contas bancárias e permitiram saques de no máximo 15 mil de cada conta. Peguei o dinheiro e acompanhei meus pais que mudaram-se para o interior de Minas Gerais. Eles voltavam a suas raízes, enquanto eu iniciava uma nova etapa em minha vida, em busca de auto conhecimento e, principalmente, distância de substâncias ilegais. Perdi o contato com o Luizão e não sei o que foi feito da New Face. A New Face foi uma grande idéia e muto importante para o punk nacional. Não produzimos nenhuma banda, mas colocamos alguns discos de acesso restrito ao alcance da garotada. Infelizmente, circnstâncias imprevistas impediram o negócio de dar certo. Mas lançou sementes.
Para compensar a leitura de um texto tão longo (se é que alguém leu) e a ausência de posts nos últmos dias, vou postar todos os discos lançados pela New Face. A numeração de alguns deles pode não estar correta (sequer preservei uma cópia de cada para mim). Clique no títulos para fazer o download.

NEW 001 - GRITO SUBURBANO (Olho Seco, Cólera e Inocentes)
Simplesmente o mais importante disco do punk nacional. Um clássico de repercusão mundial.

s/n - RATOS DE PORÃO - Crucificados pelo Sistema

Primeiro LP do grupo punk brasileiro mais conhecido no mundo todo. Raivoso do início ao fim. Na primeira prensagem, pela Punk Rock Discos, saíram 500 capas azuis e 500 vermelhas. Pela New Face, todas cinza.

NEW 002 – THE EXPLOITED – Let’s Start a War
Terceiro LP do grupo e considerado por muitos como o melhor. Os anteriores foram Punk's Not Dead e Troops of Tomorrow. Este disco marca o início de uma nova fase da banda, que passaria a ser definitivamente centrada na figura do vocalista Watttie. A versão brasileira, a exemplo da francesa, tem três faixas a mais. Apenas as duas primeiras prensagens saíram com capa dupla. As demais passaram a ter um encarte com as letras de um lado e uma foto da banda do outro.

NEW 003 - OLHO SECO/BRIGADA DA ÓDIO
Nada mais que o relançamento do compacto Botas, Fuzis e Capacetes com algumas faixas de uma fita demo. Sairia só com o Olho Seco, mas o pessoal do Brigada queria lançar um disco e propôs fazer o split. Aceitamos pois o lado do Brigada foi bancado pela própria banda.

NEW 004 - RATTUS - Uskonto on vaara
Um clássico do hardcore mundial. Na versão brasileira foi incluído o EP Imihset on Sairaita e a faixa Horror Business, um cover do Misfits, que originalmente saiu em outro compacto na Finlândia.

NEW 005 - ENGLISH DOGS - To the Ends of the Earth
EP de 12 polegadas com quatro músicas, uma novidade no Brasil na época. Em minha opinião é o melhor disco dessa banda, com tendência acentuada ao heavy metal. Este EP marcou o início da fase mais metal do grupo, até então quase um cover do GBH. A capa brasileira é azul, enquanto a original é um vermelho meio alaranjado.

NEW 006 – THE VARUKERS – Massacred Millions
Também com quatro faixas, esse EP foi lançado junto com o English Dogs. Para quem acha que certas bandinhas pop de hoje fazem HC, ouvir isso é uma lição! A capa brasileira também saiu diferente. A orignal tem o mesmo desenho, mas em preto e branco e negativo.

NEW 007 - TERVEET KÄDET - Black God

LP com um lado de estúdio e outro ao vivo. HC finlandês clássico e brutal. A capa brasileira é muito diferente da original.

s/n - LOBOTOMIA
Primeiro LP da banda, que bancou as gravações. Fizemos a prensagem e a distribuição apenas, por isso não recebeu numeração "NEW". Um dos melhores discos de punk nacional da época em termos de qualidade de gravação. Só os mortos não reclamam é uma grande música. Se fosse hoje, o grupo teria melhor sorte, com certeza.

NEW 008 - AFFLICTED CRIES IN THE DARKNESS OF WAR
(Anti-Cimex, Crude SS, Fear of War e Rövsvett)
Coletânea lançada apenas no Brasil, com os compactos das quatro bandas. Um grande disco. Era acompanhado por um poster com fotos e letras.

NEW 009 - THE VIKINGS ARE COMING (Fear of War, Crude SS, Rescues in Future, Bedrövlerz, Rasta Boys, Ugly Squaw, Cruel Maniax e Bizarr)
A versão original é um LP simples e acompanhada por um fanzine. Tem boas faixas e outras mais ou menos. Hoje até gosto mais do que na época.

NEW 010 – ENGLISH DOGS – Forward Into Battle
LP lançado logo após o EP citado anteriormente. É heavy metal puro, só a banda tem um visual punk. Não sou apreciador do estilo, mas achava este um bom disco.

NEW 011 - RATTUS - Stolen Life
Neste LP, o Rattus foi bastante criticado na época, pela pegada heavy metal. É um disco para ser ouvido com mais atenção. Peso, define tudo. A capa brasileira é única. A ilustração foi tirada de uma matéria sobre drogas químicas que saiu em um revista Playboy!

NEW 012 - RESISTANCE 77 - Russia
Um dos discos da New Face que mais gosto. São apenas quatro músicas. O estilo é punk setentista. Anos depois, o Green Day fez algo parecido e se deu bem! O original é de 7 polegadas e a capa um pouco diferente. Aproveitamos a foto apenas.

NEW 013 – RIOT SQUAD – No Potential Threat
Este disco, original da ROT Records, outro "pequeno gigante", é uma raridade. Punk rock com pegada HC, muita agressividade e letras politizadas. Metade da banda era skinhead, mas não eram neonazis (se fossem, não lançaríamos). A capa também foi modificada aqui. Recentemente foi lançado em CD com essa mesma capa, muito melhor que a original, modéstia à parte. Aqui postei o CD, que tem 13 faixas bonus.

NEW 014 - THE VARUKERS - Live in Holland
Não gosto da gravação, que deixa a desejar. Mas a banda diz tudo por si.

NEW 015 - VORKRIEGSJUGEND - Heuter, Spass und Morgen Todd
Um clássico do punk alemão e um dos melhores discos da New Face. Na verdade é um EP de 7", que transformamos em 12".

NEW 016 - OLHO SECO - Os Primeiros Dias
Ironicamente, marcou os últimos dias da New Face. É uma demo tape.

13/02/2009

Mais álcool, anarquia e muito barulho


Conforme prometi no post sobre o Anarcoólatras, aqui vão mais algumas "músicas" da banda. São 13 sons tirados de fitas bem velhas, com pelo menos 25 anos. Deu um trabalho danado para deixar com uma qualidade mínima. As três primeiras são as de estúdio que sairiam no Grito Suburbano, mas aqui estão um pouco melhor que as postadas anteriormente.
A quarta música é Juqueri, de uma demo tape, com o Theodorus na bateria (ele substituiu o Redson). Juqueri era uma das músicas escolhidas para entrar no Grito, mas não passou no crivo da censura. Não sei por que, já que a letra não tem nada de mais (Vou dar o fora daqui / Não quero mais ficar / Preso no Juqueri / Loucos tentando me matar / Cansado de tanto tomar / Pico pra descansar / E mais louco ficar). Enfim, coisas de quem tinha o poder de decidir o que as pessoas podiam ou não ver, ouvir e falar.
A quinta música é Culpa, uma experimentação que fizemos em um dos nosso primeiros ensaios. Fala de religião. Fiz uma mixagem com um coro beneditino ao fundo. Depois, tem, na sequência, Vai se foder, Dê uma chance a Anarquia, Heróis Verdes e Destruição. As quatro gravadas em um ensaio ainda com o Redson na bateria.
Os quatro últimos sons - Geração Punk, Estado de Coma, Tragédia e Idiotas - são da segunda formação (eu na guitarra, Crispim no baixo, Theodorus na batera e Véia no vocal). O som é bem mais rápido e poderíamos ter ido mais longe se continuássemos, mas éramos quatro loucos. Particularmente, acho que não éramos uma grande banda, mas vale pelo registro histórico e pela curiosidade.
Clique aqui para baixar

06/02/2009

Os roqueiros mais punks de Manchester



SLAUGHTER AND THE DOGS sempre foi uma das minhas bandas favoritas. A primeira música deles que ouvi foi Twist and Turn, por volta de 1979, em uma fitinha gravada por alguém da turma da Carolina. De cara, chapei com a agressividade do som, mas confesso que tambem senti um certo deasconforto, pois na época era um punk radical (acabara de vender todos os meus LPs de rock!) e não pude deixar de notar o estilo com um pé no que chamávamos de "pauleira" na época (hoje tudo é pauleira, até sertanejo!). Mas não, Slaughter era punk, todo mundo sabia disso. Anos mais tarde descobri que a minha dúvida era bastante comum, principalmente na Inglaterra. Na verdade, o Slaughter era mais uma daquelas bandas que já existiam antes de o punk explodir e faziam um som punk sem saber o que era isso. Por isso, adotaram e foram adotados pela molecada dos cabelos arrepiados.
A história do grupo começa por volta de 1974 no subúrbio de Wythenshawe, em Manchester, famoso reduto de skinheads (yes, eles tinham skinheads antes de punks!). A formação original tinha o vocalista Wayne Barret, os guitarrista Mike Rossi e Mike Day, o baterista Eric Grantham, também conhecido por Mad Muffet, e o baixista Zip Bates. Em 75, Mike Day deixa o grupo que permanece como quarteto. Como centenas de bandas da época, o repertório do Slaughter era recheado de covers aceleradas de Velvet Underground, Bowie, T. Rex, etc, e algumas poucas composições próprias.
Aí, em 76, surgem Sex Pistols, Buzzcocks, Clash e cia. Rapidamente o grupo se identifica com aquela agitação toda e passa a tocar no mesmo circuito. No entanto, nas primeiras apresentações para o nascente público punk, apesar do som à altura, não conseguiram agradar, já que ainda tinham cabelos muito longos e algumas poses tradicionais da cena "glitter rock". Arrepiou mais os cabelos da molecada, claro. Mas após verem shows dos chamados "verdadeiros" punks (Sex Pistols, etc) adaptaram o visual. No entanto, jamais abandonaram a veia roqueira e também não conseguiam escrever letras realmente engajadas. O próprio grupo afirmou em diversas entrevistas em fanzines da época que não eram realmente punks, mas uma banda de "high energy rock'n'roll". Com isso, agradavam apenas parcialmente aos punks. Por outro lado, eram completamente ignorados pelos roqueiros, pois eram muito punks!
O paradoxo resultou em péssimas vendas dos três primeiros singles e custou uma completa desilusão dos caras. Em 1978, pouco antes do lançamento do primeiro LP, o clássico Do It Dog Style, a banda acabou. Ironia ou não, depois disso, acabaram sendo reconhecidos. Certamente a boa aceitação de Do It Dog Style contribuiu para isso. Assim, Wayne Barret decidiu reformar o grupo, com o ex-Eater Phil Rowland na bateria. A volta, entretanto, durou pouco e já em 1980, sem Barrett, substituído por Eddie Garrity (primeiro vocalista do seminal Nosebleeds), a banda passa a chamar-se simplesmente Slaughter e assume um visual mais comportado. No mesmo ano lançam o ótimo, mas não tão punk, LP Bite Back. Ainda tocaram por uns dois anos, mas não sobreviveram à segunda onda punk, bem mais radical.
Slaughter and the Dogs não conseguiu o merecido reconhecimento em seu tempo. No entanto, alguns anos depois do final da banda, com o surgimento do crossover HC/metal, muita gente redescobriu o grupo. Um dos pioneiros da cena HC, o GBH, reconhece o Slaughter como uma de suas maiores influências (regravaram Boston Babies).
Em termos de som, o Slaughter é responsável por alguns clássicos do punk setentista. Músicas como Crancked Up Really High e The Bitch soam agressivas até hoje. O hino Where Have All the Bootboys Gone, composto em homenagem aos skinheads de Manchester (antes da merda neonazi ganhar força) possui um dos melhores riffs de sempre. O mesmo pode ser dito de Boston Babies, pra mim, a melhor música deles. Acho que vale a pena buscar a discografia completa. Por enquanto, baixe o CD Punk Singles Collection, que acredito ser bem representativo de todas as fases da banda.
SLAUGHTER FACTS
  • Em 79, após o primeiro fim do grupo, Rossi e Bates, mais Phil Rowland e um certo Billy Duff, formaram o STUDIO SWEETHEARTS, com um som mais pop, embora pesado. Na busca por um vocalista, chegaram a ensaiar com um tal Steve Morrisey, mas decidiram por manterem-se como um quarteto com Rossi dividindo a guitarra e o vocal. O grupo lançou apenas um single (I Believe / It Isn't Me), em 1979.
  • A primeira aparição do Slaughter and the Dogs em vinil foi na histórica coletânea Live at the Roxy, com as faixas Boston Babies e Runaway.
  • Desde a metade da década de 90, Barret e Rossi fazem tours regulares acompanhados por músicos diversos, mas jamais entraram em estúdio para gravar algo novo.

DISCOGRAFIA (em vinil apenas e da época em que a abanda estava em atividade)


Singles

  • Cranked Up Really High / The Bitch (Rabid Records, 1977)
  • Where Have All The Boot Boys Gone? / You’re A Bore (Decca Records, 1977)
  • Dame to Blame / Johnny T (Decca Records, 1977)
  • Quick Joey Small / Come on Back (Decca Records, 1978)
  • It’s Alright / Edgar Allan Poe / Twist and Turn / UFO (TJM, 1979)
  • I Believe / It Isn’t Me (DJM, 1979)
  • You're Ready Now / Runaway (DJM, 1979)
  • East Side of Town / One By One (DJM, 1980)
  • I’m the One / What’s Wrong Boy? / Hell in New York (DJM, 1980)

LPs

  • Do It Dog Style (Decca Records, 1978)
  • Rabid Dog - Live (Rabid Records, 1978)
  • Bite Back (DJM, 1980)
  • Live at the Factory (Thrush, 1981)