30/07/2008

MANÍACOS DE VIDA CURTA


O Maniacs foi uma das muitas "bandas-relâmpago" que surgiram por toda a Europa em 77, após a explosão do punk na Inglaterra. As raízes do Maniacs remontam a 1975, quando o guitarrista Alan Lee Shaw, o vocalista Twink (ex-baterista da banda de rock Pink Faires), o baterista Rod Latter e o baixista Dennis Stow fundaram o The Rings. Eles chegaram a lançar um compato (bastante raro) pela Chiswick, em 1977, com as músicas I wanna be free e Automobile. Mas divergências com Twink, que costumava cantar atrás da bateria para proteger-se das cusparadas e objetos lançados pelo público, levaram Allan e Rod a deixar a banda e, juntos com o baixista Robert Crash, fundar o Maniacs. Em cerca de dez meses de existência, o Maniacs lançou apenas um compacto, aliás um dos melhores daquele ano histórico, com as bombásticas Chelsea 77 e Ain't no legend. Participaram ainda com duas faixas (You don't break my heart e Ain't gonna be history) na coletânea Live at the Vortex, álbum tão importante como a Streets e Short Circuit. No início de 78, o punk rock implodiu na Inglaterra e o Maniacs chegou ao fim, como aconteceu com centenas de outros grupos (muitos mudaram de direção).
No final dos anos 90, com o "revival" do punk rock, apareceram algumas gravações raras (mais exatamente, três músicas que comporiam um segundo compacto, uma versão instrumental de Ain't no legend e nove sons de uma demo tape) que foram juntadas às quatro faixas lançadas em 77 para formar um LP, que recebeu o nome de So far... so loud.
Depois do fim do Maniacs, Alan Lee Shaw formou o The Physicals, que lançou apenas dois compactos e chegou a ter o ex-Sex Pistols Paul Cook na bateria e na produção. Durou até 1980. A seguir, colaborou no projeto do guitarrista do Damned, Brian James, chamado Brian James Brains. Depois, participou de diversos projetos sem repercussão, como The Hellions, Hush Hush e Heaven and the Angels. Por fim, em 1992, foi convidado a integrar o Damned, com o qual gravou os álbuns Not of this Earth e I'm alright Jack and the bean stalk. Continua em atividade como músico e produtor e, recentemente, gravou um álbum com um dos muitos ex-integrantes do Eddie and the Hot Rods e outro ex-UFO, chamado Wicked Gravity.
Rod Latter juntou-se ao Adverts, com o qual participou do segundo LP (Cast of thousands) e saiu de cena. Robert Crash partiu para a produção musical e trabalhou, entre outros, com o Eurythmics e Robert Plant!

Baixe So far .. so loud:

http://www.mediafire.com/?hzlgpmuuoxz

21/07/2008

Black Power

Death e Pure Hell são duas bandas bem desconhecidas por aqui, mas com dois aspectos em comum e, até certo ponto, raros entre os grupos de punk rock dos anos 70: ambas eram formadas apenas por negros e possuíam uma qualidade musical acima da média, ou seja, realmente sabiam tocar! Quero esclarecer que, para mim, a cor da pele não diferencia ninguém e, creio, a maioria dos punks não cultivam qualquer tipo de preconceito, pelo contrário, lutam contra eles. Mas o fato é que punk e rock não é a praia preferida dos músicos negros, talvez pela pouca habilidade, teoricamente, exigida para se tocar este tipo de música. Os músicos negros sempre preferiram ritmos mais melodiosos, isso é indiscutível.
O Death foi formado em 1974, em Detroit, e lançou apenas um compacto, com Politicians In My Eyes e Keep on Knocking. Apesar de o single ter sido lançado em 1976, de forma totalmente independente, em um selo deles mesmo (Tryangle Records), foi gravado em 1974. As duas músicas seriam parte de um LP pela Columbia Records, porém, diretores da gravadora exigiram que a banda trocasse de nome. Eles recusaram e não assinaram o contrato. Então está tudo aí: som pesado e rápido, letras contestadoras e atitude. Como dizer que não eram punks, antes mesmo do punk existir? As informações sobre o Death são pouquíssimas, mas há a possibilidade de a gravadora Livewire, que tem ligações com o filho de um dos integrantes da banda, lançar mais algumas músicas que ficaram nas mãos da Columbia e foram resgatadas recentemente. Por enquanto, o compacto segue como raridade (chega a ser cotado a US$ 700), mas no mundo virtual tudo é possível e as duas músicas rolam na rede por preços bem módicos...
O Pure Hell, também americano, foi formada em 1975 e já tinha uma atitude mais abertamente punk. Eles tocaram ao lado de gente considerada por muitos como "pioneiros" do punk, como New York Dolls, Dead Boys, Richard Hell e, pasmem, Sid Vicious (após o fimmdo Sex Pistols)! Só que o Pure Hell era ainda mais punk! Tocavam mais pesado, mais rápido e melhor. Inexplicável terem ficado à margem da história "oficial" do punk rock. Certamente um dos fatores que contribuiu, mas não justifica, para isso foi que eles lançaram apenas um EP na época, com as músicas No Rules e These boots are made for walking (um clássico pop dos anos 60, composto por Lee Hazlewood e gravado pela primeira vez por Nancy Sinatra!). O EP foi lançado durante uma turnê pela Inglaterra, quando tocaram ao lado de UK Subs, por isso, chegaram a ser confundidos como uma banda inglesa. Após a turnê eles gravaram um álbum que só seria lançado em 2004 (26 anos depois!), com o nome, mais que apropriado, Noise Addiction. A influência do glam rock da década de 70 está presente mais no visual, pois o som chega a soar hardcore em alguns momentos. Repare na música American, um petardo que se alguém disser que foi gravado recentemente ninguém duvidaria.
A formação era Stinker (Kenny Gordon) nos vocais, Chip Wreck (Preston Morris III) na guitarra, Lenny Steel (Kerry Boles) no baixo e Spider (Michael Sanders) na bateria. Grandes bandas, grandes histórias.

(Todas as fotos são do PH)

O incrível EP do Death está aqui:
http://www.mediafire.com/?ldmn5tzrjjm

E o inacreditável Noise Addicition do Pure Hell aqui:
http://www.mediafire.com/?l21ti15bryn

20/07/2008

O ANARQUISTA


Mais um livro para por a cabeça pra funcionar. Bakunin é um dos grandes arquitetos dos ideais anarquistas. Você pode até não concordar com ele, mas não poderá jamais dizer que suas idéia não têm fundamento. Neste livro, na verdade um fragmento de uma carta ou um relatório, que acaba abruptamente (Bakunin era extremamente indisciplinado), ele ataca a autoridade divina, base de toda a autoridade e fator primordial na origem e legitimação do Estado.
Bakunin é do século XIX, por isso, algumas de suas idéias podem soar ultrapassadas, afinal, ele viveu em um outro mundo. Por outro lado, não tentou prever um futuro para a humanidade, apenas lutou para provar a ilegitimidade de qualquer tipo de autoridade, portanto, seu pensamento é, em parte, atemporal. Mas postei o livro para compartilhar com quem se interessa pelo assunto uma obra difícil de ser encontrada em livrarias. São 87 páginas no total, mas o texto do autor resume-se a 77 páginas. No início há um breve resumo da vida deste grande anarquista, talvez, o maior. Baixe em formato PDF:

http://www.mediafire.com/?zx6sdnbmc3f

14/07/2008

CRIME


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10/07/2008

POLÍTICA

Noam Chomski é um dos mais ferrenhos críticos da farsa neoliberal que domina o mundo atualmente. Apesar de ser um acadêmico (é professor e teórico em lingüística) o estilo de Chomski é bastante fluido. Seus livros e artigos são fáceis de ler, mas têm profundidade e embasamento científico. Algumas bandas anarcopunks têm incluído fragmentos de livros, artigos e discursos de Chomski nos encartes dos discos.
"O Lucro ou as pessoas?" é um dos livros mais esclarecedores sobre como agem os defensores (leia-se grandes empresas e governos dos países ricos) da política neoliberal.
Não vou ficar rasgando seda pro cara, constate você mesmo. Sei que é superchato ler em tela de computador (se tiver uma grana compre os livros), mas dá também pra imprimir (são 95 páginas).

"Liberdade sem oportunidades é um presente diabólico, e a negação dessas oportunidades, um crime." (Frase de Chomski sobre a alegada liberdade dos atuais sistemas "democráticos" do ocidente.)

Site pessoal (em inglê): http://www.chomsky.info/

Para baixar "O Lucro ou as pessoas?" em PDF, clique:
http://www.mediafire.com/?z2wmyt1xnzx

08/07/2008

CURTO CIRCUITO


Electric Circus foi um night club que funcionou em Manchester entre os anos de 1976 e 1977. Lá tocaram muita bandas punks e "new wave" (termo que, no Brasil, é bem distorcido). Com a explosão do punk no Reino Unido, a casa teria ficado pequena para tanta gente e acabou fechando (não sei se isso é verdade, mas é o que os ex-proprietários alegaram). No último final de semana de funcionamento aconteceram vários shows que foram gravados e posteriormente escolhidas as melhores gravações para uma coletânea. Sabe-se lá por que, foi lançado apenas um EP de 10" com oito faixas apenas. Imagino as raridades que deve ter nas fitas!
O The Fall abre o disco com a ótima Steppin' out. A banda está na ativa até hoje e é relativamente bem conhecida no circuito alternativo. No início (até 79 mais ou menos) o som deles era bem mais básico e pode ser classificado como punk. Last orders, a segunda deles neste disco é muito boa. Nos anos 80, o Fall (leia Mark E. Smith, o dono da "marca") lançou uma renca de discos, cada um com uma formação e um som diferente - passeou até pela música eletrônica - mas fez algumas boas obras, como Hex Education Hour, LP de 1982 (um clássico).
Na seqüência, o poeta do punk, John Cooper Clark declama Daily Express, uma crítica ácida à mídia impressa, e arranca aplausos entusiasmados da platéia. A outra faixa com ele é a hilariante I married a monster of outer space (pelo título dá para imaginar...). JCC teve uma faixa na coletânea Streets, chamadas Innocents, que teria sido a inspiração para o nome do Inocentes quando deixou de ser Condutores de Cadáver).
A seguir entra o Warsaw, ex-Warsaw Pact e futuro Joy Division/New Order (dispensa apresentações). Mas é interessante ouvir a banda de Ian Curtis em sua fase primitiva. Para fechar o lado A, o The Drones, sem dúvida, um dos melhores grupos da primeira leva do Punk, manda Persecution Complex. Sonzaço, mas a gravação é a pior do disco.
O lado b abre com o reggae do Steel Pulse, que faz óbvios elogios à maconha. A banda ainda não era tão comercial como ficaria nos anos 80. Um registro legal que atesta a cumplicidade entre punks e "reggeiros", para mim, algo bem mais frutífero que o flerte com o metal nos anos 80.
Quem fecha a "bolacha" é o Buzzcocks, uma das melhores bandas de todos os tempos, com Times Up, um grande clássico. Vale pela raridade, pela curiosidade e, principalmente, pelo som.
Para baixar esta raridade, clique abaixo:

07/07/2008

OS CÃES FRANCESES


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06/07/2008

DESPERATE BICYCLES - It was easy, it was cheap

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