04/03/2016

SHAM 69 - (anti)-herois da classe trabalhadora


Há bandas que ficam marcadas pela sonoridade, outras pelas letras, muitas também pela atitude e algumas pelo público que atraem. E há aquelas que reúnem tudo isso. O Sham 69 se encaixa perfeitamente nessa última categoria. Todos os integrantes das primeiras formações sempre fizeram questão de frisar que eram oriundos da classe trabalhadora, aquela parcela de todas as sociedades que sempre sofre com mais intensidade os efeitos dos problemas econômicos. E isso era fato na Inglaterra da época.
Não se pode ignorar que muitos integrantes de inúmeras bandas de rock também saíram dos subúrbios e eram filhos de operários. Mas poucos assumiam isso e a maioria que o fazia era parte do chamado circuito de "pub rock". E nem todos colocavam de modo escancarado a (dura) realidade da vida de proletário nas letras das músicas. O punk rock, se não saiu desse nicho, encontrou nele um terreno fértil. Para os milhares de jovens desempregados nos subúrbios, o punk surgiu como uma grande oportunidade, tanto por proporcionar diversão barata (ainda que não beirassem a exploração atual, os ingressos para shows de bandas de rock do mainstream eram caros, especialmente para quem não recebia nada) como de terem suas próprias bandas.
Nesse contexto, era inevitável o cruzamento dos sentimentos de incerteza e angústia da molecada dos subúrbios com o rock cru tocado nos pubs e a agressividade do então novo punk. E poucas bandas captaram com tanta autenticidade esse momento e souberam transformá-lo em música (me perdoem os fãs de clássicos) como o Sham 69, que ainda acrescentou um ingrediente a mais: refrões no estilo cantos de torcidas de futebol.

Fase embrionária
A história começa em 1975, quando James Timothy Pursey, ou simplesmente Jimmy Pursey, formou o Jimmy & The Ferrets junto com Neil Harris (guitarra), Johnny Goodfornothing (guitarra), Albie Slider (baixo) e Billy Bostik (bateria). Em busca de espaço, dublavam Rolling Stones e Gary Glitter no palco de uma casa chamada The Walton Hop, que ficaria famosa nos anos 80 após a descoberta que seu proprietário, Jonathan King, usava o local para seduzir garotos. Um escândalo de pedofilia que foi parar nos tribunais e nos jornais.

A primeira formação do Sham 69
Mais ou menos no início de 1976 eles já haviam incorporado os acordes básicos do punk ao repertório e deixado as dublagens de lado. Ainda naquele ano o grupo foi rebatizado, após Pursey ver uma pichação semi-apagada em um muro, provavelmente uma referência ao lendário time de futebol do Walton & Hershey de 1969, campeão de uma liga amadora. Nascia assim o Sham 69.
Aos poucos a fama foi crescendo e logo o grupo estava abrindo para bandas maiores do circuito punk, como o Generation X. Em junho de 1977, o Sham dividiu uma noite com o Excalibur, banda do guitarrista Dave Parsons que basicamente tocava covers dos anos 60. Pursey e Parsons iniciaram uma amizade e depois de algum tempo constataram que suas respectivas bandas não iam bem. Então, decidiram que era hora de se juntarem e formar um novo grupo. Convidaram Albie e um baterista chamado Mark Cain, que conheceram no Walton Hop. Do repertório antigo sobraria apenas a letra de Borstal Breakout, que mais tarde se tornaria o primeiro "hit" do grupo.
Dave Parsons não era um virtuoso da guitarra, mas conhecia o suficiente para criar riffs simples em cima das letras estilo "todos cantando juntos" de Pursey. Sem dúvida uma das melhores parcerias do punk. A partir desse ponto tudo aconteceu muito rápido. Logo estavam tocando em Londres, em clubes como o lendário Roxy, onde a presença do Sham era garantia de casa cheia.

Skins + punks = "vai dar merda..."
Mas aos poucos o público do Sham começou a se diferenciar das demais bandas. A postura dos integrantes, especialmente de Pursey, que fazia questão de frisar que aquela era uma banda "real", que era a legítima representante do espírito das ruas e não apenas mais uma a embarcar na "moda punk". Palavras que encaixavam perfeitamente com o que pensavam milhares de jovens desempregados que haviam se encantado com o punk, mas que não eram "descolados" o suficiente para frequentarem os locais mais badalados da cena londrina ou de qualquer outra grande cidade.
Então, de acordo com o próprio Pursey, durante uma das apresentações no Roxy, um velho amigo, que como ele e milhares de outros garotos dos subúrbios haviam sido skinheads por um tempo no final dos aos 60, gritou entre uma música e outra: "os skinheads voltaram". E ele concordou: "sim, eles voltaram". Dave Parsons, por sua vez, conta a história de um modo um pouco diferente: "Jimmy viu um amigo que fora skinhead como ele na plateia. Então, apontou para o cara e disse: 'Os skinheads voltaram'".
E aqui é bom abrir um parênteses. Os skinheads dos anos 60 não tinham quase nada a ver com o que se tornariam depois. Era apenas mais um dos muitos subgrupos que surgiram da esteira da contracultura que florescia naquela década. Não estavam interessados em questões políticas, queriam apenas curtir um som, preferencialmente reggae/ska ou soul/funk (ou seja, black music), beber e brigar, especialmente nos estádios de futebol, mas também nas ruas e pubs. Em geral, as tretas eram com hippies e gangues de motoqueiros. Muitos skinheads eram negros, ou seja, não havia espaço para o racismo. Mas no início dos anos 70 os skinheads (sabe-se lá por quê) sumiram, para ressurgirem no final da década, com toda a merda nazi envolvida.
Seja como for, nos shows seguintes do Sham 69 apareciam cada vez mais skinheads. A fama da banda também começou a atrair grupos de hooligans e todo tipo de delinquentes. Consequentemente, as costumeiras confusões e violência. Uma espécie de "maldição" que acompanharia o grupo e da qual jamais se livrariam. Em janeiro de 1979, a situação que já estava fora de controle, chegou ao ponto mais baixo: em um show na Middlesex University, em Londres, um fã acabou morto. Cinco dias depois, em Aylesbury, nem conseguiram iniciar a apresentação devido às brigas que irrompiam a todo momento, o que levou Jimmy Pursey a declarar, chorando, que era a última vez que subiam ao palco e, daquele momento em diante, apenas gravariam discos. Seriam uma banda de estúdio. O que não aconteceu de fato, já que ainda fizeram algumas apresentações (bem poucas é verdade). Pursey, na verdade, chegou a seu limite, como fica claro no documentário Tell Us The Truth, que postei abaixo. Não tem legendas em português, mas mesmo quem não entende o inglês percebe o clima dos shows e como era difícil (se não impossível), controlar o público.
No fundo, o Sham não tinha nada a ver com os skinheads, mas era cultuado cada vez mais por eles, por conseguir transformar a linguagem das ruas em canções. Para quem gosta de rótulos, se tornaria o pioneiro do "street punk" ou do que mais tarde seria conhecido como Oi! music, o estilo preferido dos skinheads. O problema é que os "novos skins" eram em grande parte racistas e simpatizantes do nazismo e ideologias de direita. E Mesmo o Sham tocando em vários concertos do projeto Rock Against Racism e Pursey não adiantou. Não era raro membros do National Front, um partido de ultra-direita britânico, aparecerem nos shows para recrutar militantes e propagar seu lixo. É provável que tenham conseguido muitos...  
Para piorar as coisas, os carecas elegeram os punks como inimigos - consideravam o Sham como uma "banda deles", portanto, não havia espaço para "poseurs". Obviamente, para os skinheads, esse rótulo era bastante amplo e incluía qualquer punk com visual "não skin". No fim, a violência ganhou uma proporção insustentável. O mesmo público que fez o Sham 69 o levaria ao fim.

Nos vídeos abaixo dá para ver um pouco do que falo.

Trecho de uma apresentação do Sham 69 no Rounhouse, Londres, 1978

Documentário Tell Us The Truth, 1979 


No auge
A estreia do Sham 69 em vinil foi com um compacto pela Step Forward Records, com três faixas: no lado A, I Don't Wanna e no B, Ulster e Red London. Lançado em setembro de 1977, apresenta a banda no seu estado mais bruto, sem qualquer tipo de lapidação. A curiosidade fica por conta da produção de John Cale (ex-Velvet Underground). Outro fato digno de nota é que o grupo combinou uma apresentação para promover o single na laje de uma loja de discos chamada Vortex, mas ao subirem para tocar confundiram o local exato e montaram a aparelhagem na laje errada. Quando começaram a apresentação, o proprietário da loja "invadida" chamou a polícia e armou-se uma enorme confusão. Pursey acabou preso e o episódio deu uma publicidade inesperada para o grupo.

Pursey é levado por policiais após a banda tocar no telhado errado 
Uma consequência não muito legal foi que ao estúdio o grupo finalmente percebeu que Albie não sabia tocar. Após a gravação decidiram que ele deveria sair (na verdade, continuou, mas como roadie) e para seu lugar convocaram Dave Treganna. Com ele, Pursey, Parsons e Mark "Dodie", estava completa a formação clássica do Sham 69, que faria história.
O passo seguinte foi arranjar um empresário. O escolhido foi Tony Gordon - mais tarde, responsável pelo Culture Club de Boy George - que não teve muito trabalho para conseguir um contrato com a Polydor, uma "major" poderosa da época. A primeira ação foi o lançamento de um single promocional com apenas uma música, Song of the Streets, que ficaria mais conhecida pelo refrão What Have We Got.
Capa do primeiro single do Sham 69
Em fevereiro de 78, é lançado o single There's Gonna Be a Borstal Breakout, com a raivosa Borstal Breakout de um lado e Hey Little Rich Boy no outro. Um dos melhores compactos da hstória do punk, sem dúvida. No mês seguinte chegava ao mercado o clássico Tell Us The Truth, o primeiro LP, que ficaria entre os mais vendidos do ano. Tell Us The Truth é um discaço, com um lado ao vivo (uma exigência da banda ao assinar o contrato), que tenta captar um pouco da atmosfera dos shows do Sham. E o outro em estúdio, com oito faixas do mais puro punk rock.  

Quando o álbum foi lançado, o punk era dado como morto pela imprensa. O Sex Pistols já havia ido para o buraco e Johnny Rotten agora liderava o PIL. Ao se manter fieis ao estilo, ao não se render à tentação de fazer um som mais polido e trabalhado como boa parte dos grupos punks estava fazendo, o Sham 69 preenchia um certo vazio e passava a ser a principal banda punk do Reino Unido, ao lado do UK Subs, claro. Um disco tão intenso que dá para sentir que a banda realmente acreditava no que falava. É o Sham 69 ainda em estado bruto. Sem duvidas um dos álbuns mais importantes para a história do punk.
Destaque do lendário fanzine Sniffin' Glue
Na metade de 1978 já podiam ser considerados "estrelas". Lançado em junho daquele ano, o single Angel With Dirty Faces ficaria entre os 20 mais vendidos da Inglaterra por 10 semanas seguidas, algo que quase nenhuma banda punk conseguira até aquele momento (e raras conseguiriam até hoje). Mas era só o começo, o single seguinte, If The Kids Are United, que já era um hino, foi direto para o o Top 10, o mesmo acontecendo com Hurry Up Harry, lançado meses depois.
Ou seja, enquanto a maioria das bandas punk que surgiram em 76 e 77 estavam acabadas ou seguindo outras direções, o Sham 69 continuava crescendo, sem mudar em nada sua postura. De certa forma, um paradoxo mercadológico intrigante. Afinal, "o punk estava morto"...
Em outubro de 1978 sai That's Life, o segundo LP. Desta vez, todo gravado em estúdio, é um "álbum conceitual" que conta a história de um dia na vida de um garoto filho de operários. Poeticamente, diria que é uma crônica da vida privada de um cara pobre da periferia, rejeitado pelo pai, esculhambado pela mãe. A ideia é boa e tal. As canções são entremeadas por diálogos o que às vezes dá preguiça de ouvir o disco todo sem pular essas partes. Em todo caso, com uma produção mais cuidada (mérito de Peter Wilson, produtor que mais tarde trabalharia com o Style Council) e a banda mais afiada do que nunca, That's Life é uma das mais sólidas coleção de hinos punk reunidas em um só disco. E se as letras de Pursey estavam cada vez mais provocativas, Parsons, Treganna e Doide, agora com o reforço do tecladista Tot Taylor, estavam em ótima forma. Enquanto Tell Us The Truth é brilhante pela simplicidade, That's Life se sobressai pela inserção de elementos inusitados sem perder um nada daquela essência. Mais uma aula de punk rock.

A queda
Em meio ao agravamento dos problemas nos shows e os primeiros boatos de que o grupo poderia acabar, sai Questions and Answers, uma de suas melhores músicas, em um compacto que ainda tinha a incrível I Gotta Survive e um cover debochado de With a Little Help From My Friends dos Beatles, na desafinada voz do batera Mark Dodie. Mais um sucesso: Top 20 por 18 semanas seguidas.  
Pouco depois é a vez da festiva Hersham Boys, mais uma demonstração de carinho do grupo para com os fãs que chegou a ser o sexto single mais vendido no Reino Unido e ficou nas paradas por nove semanas consecutivas.
O terceiro LP, o pretencioso The Adventures os Hersham Boys, chegaria às lojas ainda em 1979. No álbum o Sham se aventura por outras praias musicais, com faixas mais lentas (Fly Dark Angel e You're a Better Man Than I), embora sem deixar de lado o som pesado característico dos trabalhos anteriores, como Money e Voices. O uso de teclados não era novidade para eles, mas desta vez pode-se dizer que abusaram e a guitarra de Parsons fica em segundo plano em várias faixas. Nas letras, Pursey tenta mostrar mais maturidade e tenta cantar mais suavemente, o que não agradou muito. O resultado é um disco bem diferente de tudo que haviam feito. Nem melhor, nem pior. Ah, sim, na capa eles aparecem caracterizados como cowboys, algo bastante inusitado para uma banda punk. E apesar das críticas não muito favoráveis, o que não era novidade, o álbum chegou a ficar entre os 10 mais vendidos por sete semanas, o que também não era novidade.
Mas enquanto o disco ia bem nas lojas, a banda, cada vez mais desiludida com o fato de não poderem fazer um show que não acabasse em confusão generalizada, começou a se dissolver. Mark Dodie foi o primeiro a sair, sendo substituído por Ricky Goldstein, que tocava no pouco conhecido Automatics, uma banda de powerpop.
O "Sham Pistols", uma farra que durou pouco
Então em junho de 1979, um fato inusitado surpreende os fãs e a imprensa. Jimmy Pursey e Dave Treganna se juntam aos ex-Sex Pistols Steve Jones e Paul Cook, em um projeto que ganhou o nome provisório de "Sham Pistols" (Sex 69 talvez ficasse melhor, acho). Era uma união fadada ao fracasso desde o início. Afinal, o Sham ainda existia, não estava "oficialmente" acabado e tinha m contrato a cumprir com a Polydor, enquanto os outros dois estavam atrelados à Virgin Records. Mesmo assim, o quarteto chegou a gravar quatro músicas em estúdio e, em uma das últimas apresentações do Sham 69, em Glasgow, na Escócia, os ex-Pistols subiram ao palco no bis. Não há muito tempo, as faixas de estúdio e ao vivo foram reunidas no mini LP Natural Born Killer, por sinal, muito bom.
Anúncio do álbum The Game: sorrisos falsos
Passado o episódio, no dia 28 de julho de 1979, tentaram voltar ao palco, no The Rainbow. A apresentação durou menos de 20 minutos, acabando em briga generalizada. Foi a última tentativa. The Game, o quarto LP, lançado em 1980. No disco retomam alguns elementos do início da carreira. De fato, é o mais pesado da banda e, não fosse o contexto em que foi criado, com o grupo já praticamente acabado, poderia ter sido melhor recebido na época. O fracasso nas vendas foi o tiro de misericórdia. Na verdade, a essência do Sham 69 já estava perdida, ou melhor, pisoteada pelos coturnos dos skinheads.    
Mas antes de anunciarem o fim, precisavam cumprir o contrato. Deviam ainda dois álbuns para a Polydor. Foi assim que geraram






Afterlife 
Para o Factor Zero, a história do Sham acaba em The Game. Logo após, Jimmy Pursey lançou um álbum solo chamado Imagination Camouflage, com Parsons, Treganna e dois ex-membros do Generation X (o batera Mark Laff e o guitarrista Bob Andrews). Um bom disco, mas que não deu em nada. Pouco depois Parsons, Treganna e Goldstein chamaram Stiv bators (ex-Dead Boys) e formaram o The Wanderers, que durou pouco tempo: lançou apenas um LP e dois singles em 1981 e acabou. Treganna e Bators continuaram juntos e formaram o Lords Of The New Church com o ex-Damned Brian James e Nick Turner, ex-Barracudas.
Em 1988, Pursey e Parsons tentaram reerguer o Sham 69, com o desastroso LP Volunteer. Em 1992, fizeram uma nova tentativa com Information Libre, um pouco melhor, mas ainda há anos-luz do Sham 69 original. As tentativas se repetiriam em 1995, com Soapy Water And Mister Marmalade; em 1997, com The A Files; e, em 2001, com Direct Action: Day 21. Álbuns no máximo razoáveis.
Mas desastroso mesmo foi a banda despachar Jimmy Pursey em 2006 e substitui-lo por Tim V. A gota d'água teria sido um single beneficente lançado por Jimmy Pursey com uma releitura de Hurry Up Harry, com o refrão modificado para Hurry Up England, como tema não-oficial da seleção inglesa de futebol para a Copa do Mundo. No YouTube tem, claro (clique aqui para ver).  
Esse "novo" Sham lançou três LPs:  Western Culture, também conhecido como Hollywood Hero (2007), Seriously Ultimate! (2008) e Who Killed Joe Public (2010).
Em 2011, Dave Parsons tentou remontar o Sham com Pursey, mas os demais integrantes não deixaram de tocar e desde então há dos Sham 69. Em 2014, o "Sham de Parsons e Pursey", gerou o álbum The Evolution Of Punk, mas não deu certo e tudo acabou de novo. Em 2015, o "falso Sham" lançou mais um álbum, It'll End In Tears. Se juntar todos esses álbuns pós-1980 e espremer, não dá uma gota do primeiro single de 1977...


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4 comentários:

  1. Anônimo3/07/2016

    Texto Perfeito!! Lembrando que o irmão de Jimmy Pursey tinha uma banda chamada Kidz Next Door que teve vida curta, mas que foi muito boa!!

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  2. Obrigado, anônimo! Sim, acho que faltou colocar algumas curiosidades (o post já é imenso, mas tem muito mais coisas). Valeu a lembrança!

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  3. Anônimo3/08/2016

    De qualquer forma ficou muito bom, a principio estou esperando o meu CD do Sham 69 do E-bay, o The Game pela Captain Oi! que vem com alguns bonus! Vida Longa!

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  4. Anônimo4/01/2016

    Finalmente o melhor blog sobre punk rock voltou! Melhor notícia de 2016 até agora. Belo post, como sempre.

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