16/09/2009

Factor Zero número 1

A primeira edição do FZ pode-se dizer que foi um experimento. A resposta foi muito positiva, com isso, senti-me incentivado a fazer algo mais "trabalhado". A essa altura, descobri que havia toda uma cultura fanzineira em outros países. Assim, o segundo FZ foi muito superior ao primeiro em termos de conteúdo.

Gostaria de ler comentários sobre o zine, lançado em 1981.

O esquema é o mesmo: para baixar uma cópia do zine inteiro (restaurado) em JPG, clique aqui; para ver o PDF, visite o blog Haverá Som de Fita.

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12/09/2009

FACTOR ZERO ZERO

Enfim faço a postagem que mais esperei desde que criei este blog. Graças a uma grande força do meu amigo George do sensacional blog Haverá Som de Fita, apresento o Factor Zero número zero, o primeiro fanzine punk feito no Brasil. É tosco? Sim, muito. É ingênuo? Certamente. Mal escrito? Propositalmente. Mas foi feito com muito idealismo, com a vontade de gritar: PORRA, ESTAMOS AQUI E TEMOS MUITO A DIZER!
Antes que se faça qualquer juízo, quero esclarecer algumas coisas:
- trata-se de uma cópia (os originais foram perdidos), foi feito em 1980, portanto, é um xerox guardado por 29 anos! Assim, a qualidade que já não era lá essas coisas pode dificultar a leitura de algumas partes, especialmente da história em quadrinhos;
- quando fiz esse exemplar eu sequer conhecia a palavra fanzine, apenas queria fazer um "jornalzinho" para mostrar que havia punk em SP;
- a história em quadrinhos foi tirada da revista MAD e é uma sátira sobre o punk. Na época mesmo teve gente que não entendeu por que a coloquei, já que "detratava o movimento". Não acho, é só humor;
- minha opinião sobre o Cólera mudou bastante (ainda os acho bonzinhos demais, corretos demais, porém, reconheço que peguei pesado com eles, injustamente). Um erro, mas era o que eu pensava.
Espero que se divirtam com a leitura, comentem e aguardem os próximos números, pois estou restaurando no Photoshop. No blog do George vocês encontrarão as cópias dos três Factor Zero em PDF. Aqui, vou postar em JPG já restaurado, ok?
Links: Blog Haverá Som de Fita (PDFs)
Para baixar o número zero em JPG restaurado clique aqui

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02/09/2009

Velozes e furiosos (de verdade)


O ano era 1978 e o mundo ainda tentava entender o que acontecia com os jovens. A crítica musical tentava explicar o que se passava com o rock'n'roll: estaria morto? Mas punk não é rock? E o punk também não havia morrido com Sid Vicious e o Sex Pistols? Então o que a molecada dos subúrbios estava fazendo? Por que não parava de aparecer bandas e mais bandas, cada vez mais barulhentas?
É. O tal de punk mudara mesmo a cara da cultura urbana no mundo todo. Mal sabiam que o próprio punk começava a se transformar. Começava a deixar de ser uma brincadeira inconsequente para se tornar ainda mais inconsequente, mais furioso, mais politizado e menos brincadeira. Muitas das primeiras bandas da leva 75-77 já não existiam ou haviam assumido uma postura mais comportada, mais profissional. No entanto, a molecada que os vira em ação, que percebera o punk como um meio para canalizar uma energia represada em forma de ódio sem precisar pegar em armas para isso, apenas usando palavras, roupas fora dos padrões e instrumentos musicais baratos, no máximo volume possível, queria agora fazer algo ainda mais ousado. Nas garagens e galpões abandonados começava a nascer o hardcore. O punk levado às última consequências. Surgiam bandas que tinham como referência não o rock, mas o próprio punk. Moleques que não ouviram Led Zeppelin, nem Deep Purple, muito menos Yes e outros supergrupos, superricos superdistantes da realidade das ruas. Aliás, não conheciam nenhum outro tipo de som a não ser The Clash, Stranglers, Ramones, Sex Pistlos, etc.
É nesse contexto que nasceu o MIDDLE CLASS, uma banda de Santa Ana, no condado de Orange County, zona sul de Los Angeles. O grupo tinha na formação três irmãos: Mike (guitarra), Bruce (bateria) e Jeff Atta (vocal), mais um baixista chamado Mike Patton, que não é o mesmo do Faith No More. A carreira da banda foi intensa - apesar dos poucos registros em vinil - e durou até 1982. Nesse tempo, lançaram apenas dois compactos (Out Of Vogue e Scavenged Luxury) e apareceram na histórica coletânea Tooth and Nail (citada no post anterior, do Controllers), com duas faixas. Por volta de 1980, mais hábeis musicalmente e influenciados pelo pos-punk inglês, mudaram o estilo, mas não deixaram de fazer um som com personalidade. Nessa última fase, gravaram o LP Homeland, com uma sonoridade ainda hoje incomum para bandas norte-americanas. Neste disco, o baterista Matt Simon substituiu Bruce Atta.
Eles estiveram no centro da cena punk de Los Angeles e tocaram com todos os principais nomes daquela época. Mas o grande feito do MIDDLE CLASS foi tocar tão rápido, que os próprios punks talvez não entenderam o que se passava com eles. O primeiro EP, de 1978, Out Of Vogue, é hoje considerado o marco zero do hardcore. Ou seja, eles teriam sido os pioneiros do estilo que deu uma nova alma ao punk. Há controvérsias, claro, mas até prova em contrário, antes deles ninguém tocara tão rápido. Algumas bandas resvalaram no som HC em uma ou duas músicas, como o Buzzcocks com You Tear Me Up e o F-Word com Eat Your Dinner, mas não era o "som" deles, como o era o do Middle Class. Vários grupos contemporâneos do MC, como Black Flag por exemplo, mais tarde capitanearam o HC nos EUA (na Europa, a história é outra). Por fim, os próprios integrantes do MC não se consideravam uma banda hardcore, nem mesmo depois da explosão do gênero.
Para apresentar melhor essa verdadeira preciosidade do punk da década de 70, traduzi uma entrevista do guitarrista Mike Atta concedida ao blog Agony Shorthand, publicada em 26 de julho de 2006. Para ler o original clique aqui.



Agony Shorthand: Vamos começar com, provavelmente, a mais genérica de todas as questões sobre o Middle Class. O que você acha da idéia de o EP Out of Vogue ser agora considerado o primeiro disco de hardcore?
Mike Atta: É bom ter algo para ser lembrado, mas garotos, me desculpem, o Middle Class era tão hardcore quanto o Dr. Pepper (refrigerante dos EUA similar à Coca-Cola) que, aliás, deu um gás na nossa velocidade. Nós éramos muito rápidos, tensos, sônicos, barulhentos, jovens, animados, nervosos, ingênuos e um pouco entediados... na verdade, mais irritados do que entediados. Nossos shows da época do Out of Vogue conseguiram provocar um certo frenesi, mas nada tão agressivo ou violento como hardcore seria mais tarde. No que diz respeito a esse ser o primeiro disco de hardcore, eu não tenho certeza se eu sei o que isso significa, mas ... hum. ... ok, é algo para nosso obituário....

Agony Shorthand: Que tipo de reação a banda provocou na turma de Hollywood e do Masque? Havia um preconceito real contra qualquer coisa diferente vinda do sul de Hollywood ou vocês se deram bem com bandas como The Bags, Germs, Weirdos, X, Metrosquad, etc?
Mike Atta: Logo de cara a Exene (vocalista do X) nos perguntou: "Por que vocês têm que tocar tão rápido?" Eu acho que ninguém sabia o que fazer com nós, 20 canções em 20 minutos, nós não parecíamos uma coisa à parte, mas algumas pessoas descobriram que éramos algo ainda mais perturbador. O Middle Class não era baseado em blues, rock ou pop. Não havia qualquer referência no nosso som para os adeptos do rock’n’roll se agarrarem. Você podia gostar daquilo ou não. Alguns reagiram bem, outros apenas nos ignoraram. Quanto ao lance de sermos de OC (Orange County, distrito ao sul de L.A.), não havia preconceito quando começamos, havia muito preconceito, mas não no viés geográfico. Isso veio mais tarde, quando outro tipo de "beach boys" (OC tem várias praias) trocaram as ombreiras e chuteiras (eram jogadores de futebol) por bandanas e coturnos. A maioria das pessoas da cena punk, no início, vinham de lugares variados. Naquele tempo, ser de OC era como ser do Vale (do Silício), apenas mais um lugar fora do eixo das cinco freeways. Na verdade, conseguimos aparecer em um momento oportuno. A comunidade punk era muito pequena, por isso, se 75 pessoas achassem você menos chato, você já teria uma maioria. As bandas tinham estilos mais diversificados na época. Qualquer coisa fora do mainstream e que tivesse atitude se sobressaía. Depois da nossa primeira apresentação (Germs, The Bags, The Controllers e Middle Class por U$ 2. O melhor preço!) ficou muito fácil arrumar outros shows, pelo menos no início, quando nos contentávamos em ser a banda de abertura. Todas as outras bandas daquela época estavam na cena há algum tempo e ninguém queria abrir. Ficamos muito felizes por isso. Olhando para trás, nós tivemos muito apoio de outras bandas, como The Dils, Germs, Alleycats, Screamers e, em particular, Zeros. Nos dávamos muito bem com o The Bags, tanto que meu irmão Bruce namorou a Alice (vocalista do Bags) por quatro ou cinco anos. Nós também tivemos espaço no Slash e no Flipside (fanzines mais famosos da época). Nosso terceiro show (no Whiskey), mereceu uma resenha longa, muito boa no Slash. Em apenas seis semanas, saímos do zero para o centro da cena punk de LA. Foi bastante gratificante para nós.

Agony Shorthand: Segunda questão genérica: como você explica três irmãos, todos no punk rock, todos na mesma banda, tocando instrumentos diferentes e complementares?
Mike Atta: Eu realmente não sei explicar. Acho que é por isso que deu certo. Nós basicamente aprendemos juntos. Não tivemos nenhum tipo de formação, treinamento ou pedigree musical. No final de 76, eu já tocava há uns seis meses quando me liguei a Mike Patton, camarada de meu irmão Jeff na faculdade. Jeff e Mike estavam sempre do lado de fora ouvindo The Stooges, Sonics, MC5, Eno, Bowie, Modern Lovers. Assim, quando punk mostrou sua cara com os Ramones, eles estavam prontos. Patton começou um grupo comigo, apressando-me a abandonar minha queda por Joe Perry, alo natural para um cara de 16 anos, mais meu irmão Bruce nos vocais e um cara de Huntington Beach na bateria. Quando as covers do Ramones começaram a ficar muito rápidas para o carinha de HB, Bruce decidiu que era hora de ele aprender bateria e Jeff achou que se Bruce podia tocar bateria, então ele podia cantar. Nós não tínhamos nada a não ser a banda. Você sabe, éramos os caras desajustados. Então nós nos trancamos por cerca de um ano em um galpão de Santa Ana (área central de OC), descobrimos juntos como tocar nossos instrumentos e o que se ouve é o que saiu dali. Foi do jeito que o punk deveria ser: quatro pessoas decidem que podem ser uma banda e, em seguida, a montam.

Agony Shorthand: Como seus pais reagiram à invasão de um bando de adolescentes em sua casa? Você deve ter algumas boas histórias deles dando de cara com Darby Crash ou Randy Black nos shows...
Mike Atta: Nossos pais nos apoiaram bastante. Fomos criados em uma parte não muito agradável de Santa Ana, éramos seis filhos e havia pouco dinheiro. O Middle Class proporcionou um rumo e deu confiança para aqueles filhos sem propósito e entediados. Eu estava indo rapidinho para a vagabundagem, então o Jeff e eu passamos a ficar mais tempo trancados no quarto. Assim, eles ficaram muito felizes por termos encontrado algo pra fazer. Além disso, eles achavam que nossas amigas punks eram bonitas. O nosso pai nunca nos viu tocar ao vivo. Nossa mãe nos viu tocar com o Germs no Whiskey. Ela e minha irmã mais nova (tinha nove anos naquela época) se encontraram com Darby, Lorna, Dinky (Bonebrake) e Michelle. Nós cuidamos para que elas ficassem mais perto de Pat e Don (respectivamente guitarrista e baterista do Germs, que eram mais “light” do que Darby). Minha mãe achou que eram todos muito gente fina. Ela também gostava de Bowie. Darby ficaria feliz de saber isso.

Agony Shorthand: Uma vez você me falou sobre uma mini-tour pela Costa Oeste em que seu irmão mais novo Bruce não foi autorizado a acompanhá-los e que você teve que pedir para Don Bolles (o batera do Germs) tocar no lugar dele. Como foi aquela viagem?
Mike Atta: Bruce tinha apenas 15 anos na época e nossos pais não estavam preparados para vê-lo no mundo do rock além de Grapevine. Nós havíamos tocado várias vezes com o Germs e pedimos ao Don para pegar a bateria pra nós naquela turnê. Nós ensaiamos umas duas ou três vezes no porão do Canterbury e deu para perceber que Don não tinha vontade de aprender nossas músicas. Ele acabou tocando o riff de abertura de Lexicon Devil (música do Germs) na velocidade do Middle Class em todas as 20 músicas do nosso repertório. Minha memória pode não estar certa, mas acho que foi nessa viagem que fomos atacados por Marines descontentes, que pensaram que pagaram cinco dólares para ver um show de tetas de North Beach e acabaram com o Middle Class. Deve ter sido terrível para eles.... Eu tenho muitas histórias sobre Don Bolles, mas, como com um monte de histórias de Don Bolles, elas não acabam muito bem.

Agony Shorthand: Os vocais de Jeff no primeiro EP é uma das performances mais distintas na história do punk que eu já ouvi, em especial em Out of Vogue. Por favor, comente sobre isso.
Mike Atta: Jeff tinha muito o que dizer. O problema era que ele tinha de fazer isso muito rapidamente, porque nós não íamos esperar por ele. Ele tinha de colocar todas as letras, versos e refrões de uma canção de três minutos em um festival de velocidade de um minuto. Sua voz tornou-se como a bateria ou as guitarras. Eu acho que ele não teve escolha, tinha que ser daquele jeito.

Agony Shorthand: Desde as primeiras gravações, o Middle Class pode ser considerado um grupo mais “artístico” do que a maioria das bandas às quais vocês foram associados automaticamente, tanto que vocês tocaram em lugares que nem sempre recebia apenas bandas punks. O que vocês buscavam na época e como isso evoluiu para a gravação do LP de 1982, o Homeland?
Mike Atta: Nós sempre fomos uma banda influenciada pelo que acontecia no nosso tempo. Musicalmente, politicamente e socialmente. Fomos totalmente marcados pelo mantra do Clash: "nada de Elvis, Beatles ou Rolling Stones". Mais uma vez, era o Jeff que estava no lado underground da música, comprando logo que saíam todos primeiros lançamentos punks ou de outras bandas rotuladas como tal porque não havia outra categoria para enquadrá-las. Minhas referências de guitarra foram Wire (12XU), Buzzcocks (EP Spiral Scratch) e Ramones (primeiro LP). A coisa mais antiga que eu ouvia na época era o The Modern Lovers. Eu sempre amei a diversidade das bandas do nosso pequeno universo. O caos do Germs, a tensão da Screamers, o espetáculo do Black Randy, a postura política do Dils, etc, etc ... Foi tudo muito brilhante. Um pouco mais tarde, quando a definição do punk se fechou mais (ficou mais estreita), bandas como Pop Group, Gang of Four e Joy Division tiveram um efeito óbvio sobre nós.

Agony Shorthand: O som que vocês fizeram na década de 80 não era tipicamente associado ao que se fazia em Orange County durante a explosão do hardcore e do beachpunk. Como isso foi recebido na região? Havia outras bandas com o mesmo espírito que tocavam regularmente com vocês naquele tempo?
Mike Atta: Como de costume, o Middle Class estava fazendo algo um pouco fora do normal. Quando o som de OC e o hardcore ficaram grandes nós evoluímos, quando esse outro tipo de som começou a pegar, nós saímos. Por volta de 81, muitos caras daquela cena nos odiavam. Várias bandas de OC, que fizeram seus primeiros shows em Los Angeles por causa de Middle Class, não entenderam o que estava acontecendo conosco. Eles se tornaram o hardcore de OC. Nós fugimos disso. Começamos a fazer shows com bandas que se formaram a partir das cinzas de bandas do passado e outras formadas por fãs da primeira onda punk. Pessoas que estavam ouvindo Joy Division e Gang of Four. Eu não consigo me lembrar de alguma banda de OC que estivesse indo na mesma direção que nós naquele momento. Muitas das bandas originais de LA reagiram de forma diferente ao hardcore de OC. Poucas abraçaram a causa, a maioria estava com medo daquilo, muitas acabaram, seja explorando suas raízes folk, morrendo ou tornando-se estrelas da música pop.

Agony Shorthand: Eu sinto que você está muito bem. E seus irmãos Jeff e Bruce? E Mike Patton e Matt Simon?
Mike Atta: Jeff trabalha comigo e minha mulher na nossa loja de arte e design em Fullerton. Fica ao lado da nossa loja de móveis e roupas estilo vintage moderno. Bruce é professor de filosofia na Cal State LA. Mike Patton era, na última vez que soube algo, negociador sindical dos motoristas de ônibus da OCTA (cia. de ônibus de OC). Matt Simon, que eu vejo com freqüência, é professor de terceiro grau.

Agony Shorthand: Será que o Middle Class foi seriamente abordado para se reunir, mesmo que apenas para um show ou dois?
Mike Atta: Eu já falei isso antes. Somos muito bem lembrados pela História, não devemos acabar com isso tocando novamente. Eu realmente tenho sentimentos mistos quanto a um retorno. Aquele momento, aquela música, aquela banda, aquela cena, a coisa toda me ajudou a formar minha opinião, o meu humor, meus gostos e desgostos. Aquelas bandas realmente tinham algo a dizer, pois eles mudaram a música e quebraram barreiras. Bandas eram fãs e os fãs eram bandas. Qualquer um podia fazê-lo, de verdade. Voltar a tocar hoje seria apenas nostalgia pura. Não significaria nada. E isso me incomoda.
(em tom de deboche) Eu tenho receio de que, num futuro não muito distante, todas as bandas que alguma vez fizeram algo diferente vão acabar em um especial da tevê pública. Tipo um evento de gala, "The Stars of LA Punk Rock", com Nicholas Cage como anfitrião com sua "Valley Girl" e todos com a mesma banda de apoio. Exene cantará Los Angeles, John Denney cantará Life of Crime, todos os 35 cantores que passaram pelo Black Flag cantarão Nervous Breakdown juntos, e porque ninguém se lembra realmente, aquele cara do ER (seriado Plantão Médico) ainda se passará por Darby. Igual aqueles shows de doo-wop dos anos 50... Estivemos perto de nos reunirmos uma vez. Há alguns anos, Brendan Mullen (fundador do The Masque), que sempre foi um cara legal com a gente, nos pediu para tocarmos em um show de bandas de '77. Para minha surpresa, meus irmãos concordaram; o único problema foi termos apenas duas semanas de preparação. Tocar rápido daquele jeito após uma parada de vinte e cinco anos seria, na melhor das hipóteses, difícil. Os caras do Adolescents também nos pediram para sermos os convidados surpresa em um show na House of Blues, mas .... bah. Fomos convidados ainda para tocar no show de retorno do Germs. Eles queriam recriar o show original com Germs, Middle Class e o Minutemen. Eu respondi que éramos os únicos que tinham o vocalista original ainda vivo e eu não queria matar o meu irmão para fazer o show. Jeff disse que iria fazê-lo se tivéssemos um ator do ER para substituí-lo. Talvez aquele tal de Noah Wyle... Se nos próximos anos nós fizermos um show de reencontro, desconsiderem tudo o que eu disse.

Baixe aqui Out Of Vogue + Scavenged Luxury + as faixas da coletânea Tooth and Nail + 10 faixas ao vivo
Aqui, o LP Homeland